quarta-feira, 30 de abril de 2008

...?...

O que você faz quando está só?

E vê que está perdendo todo sentido nas coisas que faz no seu cotidiano?

Então abrimos as portas, as antigas portas?

Ou fechamos as janelas, porque a claridade magoa, e trás de volta o passado?

Então procuramos dentro de nós mesmos, as coisas nas quais ainda acreditamos,

Porque não podemos resumir tudo em algo instável, as relações são cortantes.

Revirando as sensações, temos um arco e flechas, apontamos para nós mesmos,

Esperando nos apaixonar por aquilo que sempre quisemos, a liberdade.

Então talvez, e sempre talvez...

O eterno retorno de uma consideração sem afeição pessoal, porque andamos tão pouco subjetivos.

Existe algo que movimenta o que sentimos, mas os caminhos não querem se cruzar,

Quando percebemos que existem atalhos noturnos para nossa dor.

De novo a mesma chama no coração, é tão cruel quando vemos tudo gangrenar...

Uma hora nos cansamos das respostas e queremos somente as boas perguntas,

Neste acontecimento, nos apavoramos e acabamos por nos testar no escuro.

Então, não sabemos mais o que é real e o que um dia pensamos que existiu em nós.

Semeei tantas sementes, plantei também, o meu jardim secreto foi aberto,

Agora as arvores choram, os canteiros gemem, e a chuva não cai.

E qual a diferença de verdade ou mentira, quando nos sentimos abalados pela solidão?

Sinto como se um recuo de 360 graus, tivesse me levado para outra dimensão,

Meu corpo fica suspenso, e eu inalo o cheiro da saudade...

terça-feira, 29 de abril de 2008

...SOMBRA...

A alma que vaga com seus instintos acesos,
Afobados, com seus desejos tenebrosos porém sem coragem.
Covardes guardiões que, mantém as portas do coração abertas.
Não sobram das noites, duvidas,
Se tu dúvidas, não me sigas,
Sou voraz, como um cavalo selvagem.
Meu amor sanguinário, cheio de sentimentos esquecidos,
Jamais faz despedidas, sofre!!!
Carrego em mim, lágrimas sonolentas,
Sonhos prodígios e uma calma desesperada por acontecimentos.
O calor da fraqueza cotidiana, ferida pelas juras do amor perfeito, que foi por mim, desalmado.
Devoradora do sentido da ausência,
Charmosa melancolia, estadia maldita,
Bendita, se fosse uma castigável melodia de dor,
Não guardo meus desejos, costumo lutar sempre,
Por isso, estou sempre de luto.
Sentimental e condicional, nova forma de sensibilidade, conspiração individual insatisfatória,
Aos olhos dos que caminham com julgamentos cartesianos e imaturos.
Fui traída!
Mal saí de mim e já me enganei.
Sim, eu traí a mim mesma, quando me deitei com minha própria sombra, sem saber quem ali eu estava sendo...

segunda-feira, 28 de abril de 2008

...O ESTAR...

Eu falo de mim, espelhando minhas esperanças em você,
O céu está nu, e os meus olhos querem vesti-los com a cor da sua pele.
Eu posso ter perdido muitas coisas,
Mas não consigo deixar de reparar o quanto eu sinto que, ainda me resta algo em você.
É como se eu mesma, tivesse presa a uma peça do seu coração,
Somos tão diferentes, e voar é tão fácil com tudo isso, acabei errando tantas vezes.
Não costumo falar das coisas sem colocar uma pitada do prazer que, vem de tudo, que chega até minha felicidade, que sai de você.
Eu pegaria o ultimo trem, se isso lhe deixa-se feliz, mas eu não posso abrir mão de que eu poderia morrer de saudades.
Sou proibida de não dizer algo que não seja sobre a vida que, eu vi passar diante dos seus lábios, e cada segundo que eu deixei de estar aqui para caminhar dentro da sua leveza.
As cartas estão sobre a mesa, e hoje eu não tenho nada para te oferecer, você está longe cada vez mais.
Não tenho cartas nas mangas, elas estão todas espalhadas pelo chão do meu quarto.
Elas brilham, todas, são apaixonantes, uma por uma, se revelando conforme o meu silêncio.
Sou chorona, mas ultimamente sou sei rir da minha própria tragédia,
Eu vi alguém partir, mas a bagagem principal esqueceu em meu coração...

sexta-feira, 25 de abril de 2008

...PUNHOS...

Falamos em versos, o que está denunciado foi para o fim do túnel
A paisagem vem caminhando, longe do buraco.
Nada está tão certo, aquela pílula do controle não funciona quando nos questionamos.
Ninguém está a salvo, tente escapar, quando não tem mais sangue no corpo.
E não adianta odiar a vida, quando estamos tentando cicatrizar as feridas dos outros.
Falamos em versos, estamos dentro e fora, com ódio e amor,
Constrangidos pela demência da hipocrisia pouco subjetiva.
E eu digo, não adianta mais chorar, o poço está transbordando!
Estamos na beirada, e as veias parecem querer explodir, acidas meninas teimosas.
Algo está perdendo o sentido, algo está aos avessos,
Os punhos estão contraídos, severamente estão agredindo Deus e cuspindo no Diabo,
Estamos convidando a morte para dançar, rodeando a nossa triste solidão retardada pelo tempo.
Estamos caminhando para a guerra do escuro, conformados com as fatalidades,
Concedendo os pecados, deleites de grandes conversas com a melancolia.
A aliança com a dignidade é ainda a única coisa que resta,
Mas não precisamos abraçar a saudade de sentir saudade do que é paz.
Esta é a catástrofe, a decadência que quer nos libertar dos nossos corpos.
Quem não se lembra de tudo isso?
Eu tenho recordações ruins, e agora só quero a vida não seja mais uma prisão.
Todo sofrimento derramado no ventre dos sentimentos aprisionados,
Fazem suas ressalvas, o céu já está suspenso, e as sombras estão indo para casa.
Alguém pode ouvir, eu choro, eu ouço, acredito, modifico.
Não é preciso construir um muro, agora as passagens são verticais,
E eu posso sentir que não preciso desistir de respirar todo santo dia.
Verbalizando uma entrada em mundo construído com dor, tenho amor para transformar.
Os olhos, sem as vendas, estão abertos e restaurados...
Eu já rastejei e sangrei o suficiente para ter morrido tantas vezes,
Não é preciso que ninguém me resgate, eu me protejo, para sempre...
O monstro do sempre eterno nunca mais, para e faz suas reclamações,
E não estou cansada de estar casada comigo mesma, como a anos atrás,
Sem refúgios, sem portas de escape, sem a frieza que me dominava.
Soltando-me levemente, da historia nunca contada, a vida narrada,com seus segredos,
Estou rasurando a tragédia, o relógio não vai parar, e ninguém precisa correr.
Não preciso de outras sessões de vivencias que me entristecem,
Não quero celebrar a dor, nem amassar as verdades, para alguém chorar.
Hoje eu viro as páginas, sem danificar quem dorme do lado de dentro.
O circo está aberto, e as celas estão destrancadas, as misérias mal formuladas, estão livres.
As vezes eu falei que estava sentido que, alguém podia me arrancar a pele e me destruir,
E isso nunca aconteceu, porque eu estava querendo ter um coração feito de aço,
Em um corpo sensível e cheio de sentimentos avassaladores,
Me reconstruir! As grades foram arrancadas,o paraíso revelado,
A alma vai ser velada, para olhos que não tiverem medo de compreender,
O eu revelado!!!!
Sou eu, dentro, sou eu, fora,
Sou eu!
Ordenando a própria vida, criando a nova identidade!!!

quinta-feira, 24 de abril de 2008

...SUBSTANCIAL...

Para me ouvir, chegue mais perto.
Hoje eu não tenho uma reclamação, só quero sussurrar em seus ouvidos,
As coisas que eu mais desejo de você, e acredite são sinceras.
Quero tomar seu corpo, fazer planos riscando sua pele com meus dedos.
Feche todas as janelas, e tranque as portas, porque hoje você corre o risco de voar.
Posso ser sua verdadeira companhia se você abrir sua mente para mim,
E dizer o que quer agora, através dos olhares.
Não precisa dizer muita coisa, só me abrace e sinta o pulsar do meu coração.
Tenho uma boa disposição quando eu quero enlouquecer alguém,
Com algo que eu realmente gosto de fazer, e você sabe.
Sinta-se confortável, se não quiser a cama, apóie seu prazer junto comigo na parede.
Fique leve, porque eu quero sentir a sua tristeza se transformar em gemidos,
Fique nua, eu devoro seus sentidos enquanto você se despede dos seus medos.
Não precisa ser rápido demais, é somente questão de você querer queimar suas mágoas.
Adoro sentir suas mãos passeando nas minhas costas e agarrando os meus sentimentos,
Não fique distante, eu trago o seu alivio pelo beijo mais suave, e você me instiga a ser voraz, saciando assim a sua fome e eu bebo sua saliva suprindo a minha sede.
Ora ora,não consegue ficar de pé, então sente-se,
Hoje eu não conto como foi meu dia, eu apenas quero transformar a sua noite.
Cada gota que derramamos de suor, vai contraindo a ansiedade de ver o mundo parar,
Anestesiando assim nossos corpos, pois as vezes temos ficado tão cansadas sem nos libertarmos.
Se a minha suavidade vir a te incomodar, acorrente-me com seu poder de persuasão,
Eu te deixo sem ar, e você me ensina como eu atuo com sua malicia sexual.
Feche os olhos, eu cuido daqui de cima da sua segurança, apenas afrouxe seu cinto,
É em meus braços que você vai se sentir sem medo do que pode oferecer a si mesma.
Use seus adjetivos preferidos, eu saboreio sua inteligência e consumo o seu álibi de boa garota.
Quando tudo termina, eu vejo seu corpo revelado pela noite,
E na escuridão você vai saber, que eu não posso ir tão longe se você não quiser...

quarta-feira, 23 de abril de 2008

...VISÃO...

Muitos me conhecem, poucos reconhecem com quem falam quando estou na escuta. Isto talvez pelo fato da minha particularidade ser encoberta elos meus questionamentos inter – pessoais.
Muitos experimentaram a minha companhia, poucos sabem que eu nunca estive ali. Pelo meu “tipo” de visão do mundo, sou condenada por ter como aliada à escuridão e a tenebrosa imaginação, mas digo, meus caros, que essas duas que me acompanham, conseguem tirar de mim o áspero e rude sentido da dor e me transformam em uma viajante noturna.
Quem passa algum tempo comigo, sabe, só vou até aonde meu corpo sustenta a pressão, depois disso eu entro no meu mundo, e me livro dos julgamentos da razão.
Muitos me apunhalaram pelas costas, bem poucos virão escorrer o sangue que purifica-me de sentir ódio pela arrogância e ignorância dos mesmos.
Já me chamaram de atéia e cética, mas a minha fé nunca conseguiram extrair da minha alma, pois, não explico o que é Ele, ou o que Ele faz, apenas sinto, e sei que Ele existe.
Cheia de rancor, sim, também tenho o meu lado “negro”, mas ele costuma brincar de esconde-esconde, as vezes não consigo encontrá-lo por anos, é como se ele estivesse adormecido em seu esconderijo.
Acredito em amor puro, e neste aspecto sou mais fiel do que nos outros passos que dou. Penso que a felicidade é uma moça bonita que apenas se apresenta quando a pessoa é digna da sua presença.
Não sou boa em poesia, alguns dizem, ironia na sua vida é a sua principal realidade para o meu tipo de escrita.
Sou uma tela, sendo pintada por uma pintora que ama o mundo, com suas milhares de cores, as vezes a mesma erra, apaga um lado da mente e recomeça o seu trabalho.
Não costumo esquecer da esperança , depois que enxugo as gotas das tempestades alucinantes, que me congelam por horas.
Não sei para que escrevo, e o porque destas frases todas, não tento traduzir o “sentido”, pois quando o faço, vejo o fracasso nos meus traços e perco os passos da minha imaginação. Quando tento passar para o racional algo intimo – sensível, ele se transforma em desprezível...
Romântica, dolorida, com seus calos salientes, docemente sem certezas, o amor traz a luz que o mundo visível tenta me tirar...

quinta-feira, 17 de abril de 2008

...PEDAÇOS...

Ergueu seu corpo para o céu,
Sua dor estava saliente, por isso, sua alma entrelaçou-se com o medo.
A trança da insanidade, que amarrava o seu coração, fez ela sangrar,
Ameaçou seus segredos já tão gastos e inertes.
Trancou-se em si mesma, doce solidão que lhe fazia falta.
Atraiu sua tristeza para o vazio,
Acalmando assim a sua tempestade.
Amargamente sorriu e chorou,
Recolhendo seus pedaços do chão.
Beijou sua saudade e, a viu partir saltitante.
Seu pensamento tocava o solo novamente, era suave e gentil.
Ajustou os ponteiros, desamarrou a desordem.
Emitia um som dramático, chamando a chuva, e a mesma caiu sobre o seu corpo.
Com um olhar inocente, viu cair sua última lágrima.
Assoprou o nevoeiro, resolvendo assim, mas uma vez tentar arrancar a falsa pele.
Já que ela doía demais.
Não quer lembrar do que não acredita, isso pune, mas não reflete em sua sanidade.
Rabiscou suas linhas tortas,
Desarmando assim, o pecado,
Uniu-se a própria natureza boa.
Abriu sua velha estrada, aliviou-se das bagagens que traziam ardor e cansaço.
Os cacos estavam unidos, formando assim um novo caminho leal.
Não adianta quebrar o próprio peito, quando não se pode enxergar, quem se pode vir –a –ser.
Demoliu suas paredes verdes,
Teve uma visão educada do que havia rompido, quando negou sua própria vontade,
Em pró de uma ilusão cheia de sentimentos de fúria contornados por fios cheios de espinhos.
Agora era preciso não ser tão boa, é preciso ser ela mesma.
Abraçou sua generosidade e tornou-se dona de si,
Caiu de seu mundo imaginário e tocou o chão substancial, depois de um salto desesperado...

quarta-feira, 16 de abril de 2008

...A TRISTEZA E A RAZÃO...

Ora vida, apague tua luz...
Conduza seus pequenos olhos ingênuos à escuridão.
Não temas, tu sabes, não precisas, de tal ato.
Conhece cada palmo de si, ai dentro, para fora de tudo.
Solidão, tu és profunda e profana,

Insana, arde em tua alma e clama:
- Ventos noturnos, me abracem!!!!
Razão, moinhos de ventos desgovernados,
Com seus vícios asquerosos e melodramáticos.
Anuncia a satisfação da claridade infinita do bem estar:

-Hoje não tem calmaria.
A velha rotina, desgraçada que queima meus ossos, me arde o peito.
Entrevistei a felicidade!

Nada entendi, o belo perpetua o fracasso.
Ora, ora, tristeza, abra as cortinas da sua experiência,
A brisa da primavera anuncia:
- O medo é conseqüência do que foi atravessado com dor.
Isso tudo é urgente, então tu que não permaneças ausente, faça felizmente,
Aparecer o sol novamente, não seja demente.
Das pálidas faces que tumultuam seu corpo,
Abrem as portas e fecham os seus sorrisos, ricos em fantasias,
Desnudos de maldade, sonhados por uma navegante afobada por escolhas.
Abençoadas linhas que crio, me pertencem, sou!
Quem teme um rastro meu, por aqui, corre quando mergulha nas minhas palavras de sensação.
E eu não esquivo, não tem nenhum resquício do que é a intencionalidade.
Muitos neste mundo amam, outros morrem aflitos dançando descalços a valsa tocada pela vaidade.
Não transborde, quando não podes tu, suportar a ira de si mesmo.
Esvazie, antes que crie algo que denuncie a sua fraqueza,
E minha alteza, rebeldia, quem diria, é fanática pela minha hipocrisia,
E logo, denuncia:
- Está tão doce, e ao mesmo tempo não sabe o gosto suave de ser amarga.
Deslize...
Cicatrizes abertas, seminuas, desfilando pelos desfiladeiros da intensa sobriedade...
Nem só amante sou, corro para os abraços da memória gentil,
Que não me causa náusea, e sim uma ansiedade sem princípios.
Nesta hora, puxo os balões e transporto-me para perto de quem me faz bem.
Não ando de costas, você pode estar a mil passos, eu sou o espírito,
Que carrega sutilmente a sua alma no peito...

(Viviane Gonçalves)

quarta-feira, 9 de abril de 2008

...SINDROME CINZA...

Contando até dez...

Uma doença sem controle, uma rima imperfeita em contraste com um paraíso.

Megalomaníaca, disparada de sol, no dia de inverno!

Convulsão, impulso de energia, a cidade está em chamas,

Chamem seus espíritos interiores, fale com seus desconhecidos,

Ouça que algumas coisas precisam ser avaliadas,

Abaixe sua cabeça, o chão está rachando,

A realidade é louca, e a visão da neblina está distorcida.

Não diga que não gosta, eu estive muito tempo sozinha, passeando pela solidão.

Atirando pedras dentro de um abismo terrível, cheio de idéias que queriam me devorar.

É difícil compreender, então não entenda, fixe-se nas coisas materializadas,

A mágica mal feita, o mundo aos avessos, o nosso corpo e seus atarefados criando a ilusão do cotidiano.

A censura desmontada,com seus planos cartesianos mal degustados.

Falta educação, então empurre a alavanca dos olhos, veja, agora estamos sendo inoportunos.

Nos dedicando a coisas tão mesquinhas, enquanto sangramos por dentro,

Abortando as conseqüências de uma época que fabrica nevoeiros nervosos.

Os lábios já não falam, eles querem apenas a agressão visual para serem selvagens.

Bem vindos ao clube!

Agora o texto anda...

Não quero provar nada, nem traduzir o grande jogo da vida, porque eu também estou queimando, e no meio desta confusão eu coloco todo mundo dentro de um circo, esperando o show começar.

O palhaço faltou, então alguém grita: eu posso ser o palhaço?

É um grande desastre, as grades vão aparecendo por todos os lados,

E eu não preciso ficar presa aos deslizes mentirosos que nascem do medo do silêncio.

Não vou protestar, como tudo bem devagar, como se pudesse expelir depois todo mal que fiz, a mim mesma, quando pensei que poderia trocar de corpo, assumindo minha “estranheza”.

O conto é acido, a cicatriz, faz chorar, vibra, canta, desanda, faz quem ama, odiar a própria natureza que foge do instinto anormal.

Quem acorda do mundo racional, nunca mais quer dormir...

Flashes por todos lados, um turbilhão de cores, e não preciso mais pedir ajuda,

Eu estou sozinha, e aceito a condição, que nasci e morrerei de olhos abertos.

Prefiro respirar, decidir sem esperar que o destino me traga presentes,

Negatividade, ponto de positividade, substancia que motiva a criação do sono profundo,

E eu dou adeus a uma vida que, não suporta a minha cura intensiva,

Trazendo para o agora, os pedaços de ontem, para reformular minha visão,

Sobre o que é estar mantendo vivo um sentimento próspero de sabedoria fundamental,

Que me diferencia dos amargos e me afasta do banal racional.

...CONSTRUÇÃO...

A poesia, para quem não tem um abraço,

A razão, para quem teme em perder o coração,

O circo, para os que choram,

O álcool, para quem quer a alma pegando fogo...

Não tenho mais medo da solidão, tenho trabalhado fielmente esta união,

As vezes, sinto pressa de um colo, outras, deixo que minhas cobertas me aqueçam.

Tudo tem sido suficiente para arrancar de mim um sorriso sincero,

Mas não temo em chorar, quando me encontro sozinha com meus pensamentos.

Estupidez ou não, já aprendi a sentir o aroma da angústia, e a partir disso,

Libertar os meus espíritos tristonhos, mandando eles para uma viagem astral.

As tempestades ultimamente causam náusea para minha existência,

O trabalho ardo do reconhecer o meu íntimo, tem se tornado minha paixão.

Estou só, com minhas lembranças, sem tragédias, sem lamentações,

Não é uma condição, não faz parte de uma escolha, simplesmente é, está sendo,

Desenhando em mim, mais um caminho a ser traçado com amor.

Me falta companhia, confesso, são tão poucos os que estão comigo,

E não procuro uma razão para não estar só, estou só, indo além da ação.

Deslizando em mim, um rio de emoção, criação de uma nova personalidade,

Um vão entre o mistério e o mundo da sensação, tentar explicar isso tudo,

Seria destruir o sentido e afastar a verdade do meu coração.

terça-feira, 8 de abril de 2008

...APOCALIPSE...

Aprendi a pouco tempo que o amor, não pode substituir a solidão...
Aceitei também que, nem tudo que escrevo tenho acesso à fonte,
E que, a vida que passa diante dos meus olhos, é uma grande página em movimento.
Esbarrar no cotidiano, expandir os pedaços de ontem, com os de eu estou sendo agora.
Das caricias sentimentais, as fábulas internas, tão pouco casuais.
Dos segredos mais flamejantes, retirar o néctar da sabedoria, nunca suprema.
O gosto do verdadeiro, a melancolia que, é fruto do pensamento abstrato,
Passageiros horizontes, meninos dos olhos azuis, que, as vezes tornam-se cinzas.
A vida é pulsante, constante, não cortante, e se isso não for o bastante,
Retiro-me da sala de espera do paraíso, e vou mais adiante,
Aonde eu possa amar de todo coração de tudo em um sentimento, e viver sem ter medo dos
mistérios da natureza...
Que tanto inspira a minha alma, na tentativa de descrever os instantes que intensifico,
Na estando das memórias, insônia, tristonha, medonha tristeza, que não me torna fraca,
Ela destaca a minha felicidade, realidade de mil picadinhos de sonhos,
Sutil, as vezes tonta, apronta, não me desaponta, imaginação fértil, estado febril.
Gentil!
Correr pelas bordas da lua, atentar a maldade com minha simplicidade,
As ruas de ponta cabeça, derrubando as pessoas na minha vida....
Despejando seus desejos, acolhendo a minha companhia,
Tão poucos dormem sob o meu teto existencial,
Outros, a minha consciência abomina.
Não me desanima, faço rima com a pouca falta de adrenalina nas veias dos asquerosos,
Homens que não se surpreendem com a nostalgia desta vida e suas entre - linhas...

sexta-feira, 28 de março de 2008

...FLUIDOS...

Aparentemente parece Outono...

O vento trás o seu cheiro para o meu quarto,
Os pássaros tentam imitar usa voz, cantando nos meus ouvidos, debaixo das janelas cinzas.
Tudo está quieto, menos o meu coração,
O tempo está acelerado, cheio de fantasias, apaixonado por suas memórias.
Desde que te conheci, não sei o que é solidão,
Mesmo de tão longe, você sempre permaneceu ao meu lado,
Nas músicas, em cada frase,
Por todo o meu caminho, seu sorriso na noite, o cheiro de café matinal.
A nostalgia que dança em meus lábios, lá vem você novamente me encantando,
Com seus olhos cheios de sonhos e poesia, sua voz angelical e inspiradora.
Arrancando os ritmos dos meus sussurros enlouquecedores,
Você Plantou suas flores no meu jardim secreto...
Denunciando a minha infantil maneira, de amar o beijo sincero e sensível da manhã.
Hoje, só por hoje, minha querida eu quero tudo,
A Lua cheia e o seu compasso de humores, sua harmonia na minha vida.
Seus cabelos ao vento, a sua leveza , integra!
Quero embriagar minha realidade, com uma dose da sua alegria.
Tudo que por mim é escrito, vem desta minha alma repleta,
De saudades da sua companhia...
No final, o meu desejo é doce e meu maior querer, cheira a pensamentos noturnos,
Este é o viver dos sentidos, cada folha que por mim é escrita,
Tenta passar o que você me ensinou com tanto amor e lealdade,
No silêncio, na poesia, em seus atos... reflete... em mim o que é o amor.

quarta-feira, 26 de março de 2008

...REAL...

A quem zombe do poeta apaixonado,
Mesmo porque, ele não se importa, só descreve.
A quem zombe dos que pensam,
Mesmo porque, eles não morrem, eles perdoam.
A quem zombe dos loucos,
Mesmo porque, eles não ferem, eles se descobrem.
No final de tudo, conceber um raio, em um parto existencial,
Amargo, com felicidade clandestina e cheia de nevoeiros.
O registro da tristeza, arquivado no coração,
Emoção aflorada, em vez das lágrimas derramadas.
Respeito! Acima do clima denso, do instinto rápido,
Os faróis em amarelo, as flores marcando o caminho de volta ao passado.
Questionamentos particulares, articulações voluntárias,
Distinções contrárias, demência temporária.
O que falta de verdade? Vaidade!
Segue o fluxo verde, caminhando nas veias estiradas a luz da lua,
Nua, quase sem reserva de energias, mas não derrotada.
Inteligência, ansiedade que mata a saudade, não teme, fica ausente a persistência.
Os olhos que não choram as lágrimas que não aliviam,
A dor que, não compensa o que não se compara a melancolia.
O sorriso espontâneo, que deixa nos seus cortes de canto,
Um breve relato do que pensa, e não se contenta...
Nem por isso lamenta, não sustenta seus vícios na indignidade,
Transborda de medos, ouve a verdade, acorda e cria nova vivência.
Não abraça a angústia, e nem remenda as visões distorcidas,
Destrói, sem magoar, sem maltratar, sem ignorar quem se está sendo.
Solidão!
Sensação de liberdade falsa, esperando um perdão.
Concessão!
Sem ilusão, o imaginário perturbado, o substancial confuso e perdido.
Nascimento!
Sem pressentimentos, a busca para não escalar o sofrimento no momento.
Amor!
Digno, leal, que gesticula a verdade, e não manipula a realidade, logo, eterno...
Força!
E começa um novo dia, em uma nova vida, limpa.

terça-feira, 25 de março de 2008

...OUTONO...

Ela esmaga suas memórias,
Se despede da noite, como quer ser saciada pelo dia.
Sem exatidão, mergulhada em sua poesia individual,
Procura no cru o sentido do completo.
Ela grita: Não preciso enlouquecer!!!
Rasga suas folhas de outono,
Entrega-se ao inverno, e almeja a primavera.
O balanço está vazio, e as arvores gritam por água,
Mas a chuva cisma em não cair...
Flutua em suas ilusões, absorve os teimosos sonhos,
Mata sua saudade, nas canções apaixonantes.
Quer o céu, o chão e o infinito, mas encontra-se somente em si,
Translúcida de suas vaidades, embriagada com seus desejos,
Tomada pelas perguntas, desvairada com as respostas que não tem.
Respirando profundamente, o ar que não congela, que a faz pensar em explodir.
Inércia !
Queima quando não pode ser fogo, lava quando não pode ser água,
Engole sua lucidez, e vomita sua vontade de liberdade.
Captura a ansiedade, e desloca a maldade para o rio da fidelidade.
Fica parada, quando quer andar em direção ao que não quer ser encontrado.
Respeita, mas rejeita a posição de conformidade,
Sugestiona quando quer ser questionada.
Nasce todos os dias, ama todos os segundos, não se abandona,
Não se acanha...
Vive, e reproduz a sua visão através do seu silêncio que é fala,
Quando os olhos podem devorar todos os seus sentidos...

segunda-feira, 24 de março de 2008

...UTOPIA...

Ah velha utopia...
Os mergulhos intensos no interno, particular, articulado pelos sonhos...
Sem excessos!
Declinar sobre o desconhecido paradeiro das almas perdidas,
A contraposição do certo e do errado, coberto com seu manto amaldiçoado.
Existe febre, uma epidemia de choros agudos estrangulados,
Olhos saltados para o presente, persistente, futuro ausente.
Assa a carne cheia de sentimentos nobres, risca o céu com a ponta dos dedos de Eros...
Concorrência no declínio da postura moderna, que encontra força na mediocridade social distorcida.
Ora, ora, são tão poucos os que pensam, que os que não pensam, pensam pouco e se sustentam,
Seus vícios contemporâneos, cheios de cientificismo, ai nasce, outra religião.
Não espero que uma explosão possa destruir o caos,
Nem quero, a vida tem sido cheia de contra-tempos, maliciosos eu diria.
A verdade, encontrada na ansiedade pela sobriedade da fatalidade oprimida.
Sociedade infantil, débil e as vezes eu sou até que gentil,
Por não acreditar que a culpa não é de ninguém, ausência....
Conseqüência da falta de vergonha na cara, de crescer para dentro.
Envergada sabedoria, que me falta, aparência do invisível ao mistério.
O visível como fragmento do invisível, horizonte do constrangido sensível.
Bate – papo, com a atmosfera da imaginação que tudo vê, e tão pouco esclarece,
Benção! Ar divino, medíocre de mim, humana pós – moderna e louca,
Cheia de manias! Demente!
Pressente o inautêntico quando não consente com o que é urgente,
Deixar para amanhã, que o sol caia no lago, isso me seria docemente atraente.
Papo furado, noite transcendente....

terça-feira, 18 de março de 2008

...FAROL ISOLADO...

Quanta atrocidade!
Os sentimentos vão escorrendo por ai, sendo congelados pelas ventanias do sul.
Rolo a noite toda na cama, pensando em coisas boas,
O tempo sempre quer me surpreender com seu ar de mistério.
A posição dos meus olhos, presos na parede do meu quarto,
Não consigo explicar, nem mesmo por aqui, eu tenho voado demais,
E cheguei na hora errada...
A casa está vazia, o meu ouvido escuta somente os meus sussurros...
O que eu procuro que não consigo encontrar?
Dilacerado peito, que atua como vilão!
Usando a roupagem da velha estação que passou...
Adiantando os seguintes palavreados, denunciando a tristeza,
Cogitando os sentidos, cuspidos, como cupidos,
As flechas erram, o alvo está todo furado, cansado.
Distinto pensar, amargurado, ensaios forjados,
Pássaros noturnos, voando para o norte, a torre está vazia.
O mar descansa em seu sono tranqüilo, enquanto a tempestade espera para abraçar o farol isolado.
A tarde se revolta, ela cai feito louca no horizonte,
Beija os telhados, com suas telhas carentes!
O chão, está se desfazendo, questionando sua forte astúcia em ser resistente,
Estou assistindo tudo desta janela, com seus vidros sujos e embaçados.
Intercalo a voz que não sai, com o som que não vem de dentro,
Das lágrimas que não caem, à falta de sono que tem sido um tormento.
Da última chuva que caiu sobre dois corpos,
E agora a falta que me faz tudo isso,

Eu descrevo o lamento neste momento...

CARRUAGEM ANTIGA


Os vales estão inundados de água.

A última cadeira, foi levada pela enxurrada.

Eu me importo com cada sílaba que sai de dentro de ti,

Eu realmente estou dentro daquelas nuvens choronas cheias de histórias.

Lá vou eu novamente, encher os seus olhos com minhas cores preferidas,

Quando cair a tarde, quero ser o sol que ilumina seus sonhos.

Os fios entram e saem de dentro de mim,Fios da imaginação, carregados com a suavidade de uma pura emoção.

Tento traduzir o que acontece quando eu fico sozinha,

Colocando os mil tijolos, uns em cima dos outros.

Construindo um império perfeito para nós.

O calendário de ponta- cabeça, gira como louco,

Transtornando meu longo tempo, conspirando contra minha sensibilidade.

Agora eu vejo a escuridão pintada em azul,Com seus raios, iluminando a minha mente.

Fragmentos sensíveis, indivisíveis, horizontes marcados pela seca da saudade.

Esta noite, consigo ver uma carruagem cheia de almas, passeando sobre minha cabeça,

Assemelham-se a carros antigos, repletos de sentimentos que nascem de suas paixões,

Que crescem nos berços da vida que consomem o amor da boca do presente.

Concebo o amor como um delírio, com seus memorandos de gratificações,

O despertar dos vestígios dos sofrimentos, que são apagados pela felicidade,

Que consistem em harmonizar a dor dos desfalques da vida,

Vontade de ser imortal, quando amamos além do que sabemos o que é vida...

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

...NOVO...

“...As pontas do céu, estavam sendo puxadas lentamente para dentro da minha janela.
Eu esperava a chuva, ela não veio,
Não me entristeci por isso.
A noite caiu, sorriu, me deu seu brilho verdadeiro,
Mesmo assim a minha saudade, ela não supriu.
O desconforto do consolo abafado, entre o vão de um sim e um não,
Movem as ondas, lentamente, com seu gingado entorpecente.
A felicidade, nasce na verdade.
E a verdade, não trancafia a saudade.
O que habita em mim, não adormece,
Vive atento, sem lamentar o sentimento,
Intensifica a paixão, compreende o erro da ilusão,
Mas não morre dentro do devaneio.
Quem ama, nunca está só,
Não desiste, mesmo que, seja capaz de denunciar sua maior fraqueza,
Persiste sempre, por dentro, ficando entre o momento e rompimento do que é bondade.
Abraço o céu em pedaços, amassando assim o ato de renovação.
É chegado o tempo de colher, escolher,
Não mais sofrer!
Deixar ser conduzida pela liberdade que habita o espírito livre,
De quem quer a paz, para confortar-se com aquilo e para com que ama.
E poder realizar a partir disso, a tranqüilidade nos dias de inverno intenso...”

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

...PÁSSAROS NOTURNOS...

Aqui estou eu...

Sentada sobre a pele escura da madeira ranzinza, que denuncia sua velhice através de suas pernas tortas.

Vejo nascer o contraste da noite pálida e úmida, com meu corpo aquecido pela robusta atmosfera da solidão.

Os velhos livros, todos marcados pela minha e saliva de outros, em suas bordas, eles comentam o meu silêncio vagamente.

Barulhentos pássaros noturnos, rodeiam este assombroso momento, mas, não ganham toda minha atenção por muito tempo.

O chão crespo, pintado de marrom e branco, tece minha historia particular e a minha busca pela liberdade.

Quantas vezes eu estive no meio deste quarto, escutando antigas canções, e murmurando baixinho, quase invisível, pela saudade da boa menina dos olhos amadeirados...

Aqui, as atrevidas cortinas cinzas, escondem o sol dos meus olhos, nos dias quentes de verão insuportável, que eu tanto odeio.

Creio que esta porta que visualizo agora, abre e fecha, o bem e o mal, atenta, com sua grande boca, que presencia a partida e a chegada dos meus convidados.

Ora, nada disso tudo sabe mais de mim, do que a sujeira que está alojada entre os vãos desses papéis amontoados no criado-mudo, ao lado de minha cama...

Neles, como este aqui, que uso agora, deixo cada instante revelado, pedaços da minha alma, presos em linhas azuis.

Papeis, muitos, não quero a eternidade deles, eles vão embolorar...

Essa irritação que o tempo me joga na cara, é para realçar as coisas que ainda acredito, que são verdadeiras, porém, as falsas vão para minha fogueira astral.

A janela suspira ao pé do meu ouvido, esperta, me desperta com seus ruídos do mundo, cheio de fúria e também de mil amores porque não?

Neste universo, não é preciso uma boa decoração, cada centímetro deste lugar, guarda em sua memória os meus passos curtos, trajetórias inquietas do que é saudade...minha, trazendo assim a nostalgia para o meu coração.

Nada aqui é breve, são milhares de cartas de baralho, voando por todos os lados, denunciando assim, a minha vontade de nunca ser eterna, e ter certeza de nunca querer ter certeza do que é finitude.

O que resta desta noite, é um quintal cheio de flores, e com suas gramas pervertidas crescendo fielmente para fazer companhia ao jovem luar...

O cheiro do sono invade o meu consciente... DORMIR!SONHOS!

Pego carona no rabo de um cometa, e termino meu devaneio com os olhos abertos para o entendimento...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

...RODA GIGANTE...

Se for para voar para um lugar bem longe,
Que seja para dentro de você...
Porque eu sei que ai dentro, eu posso ouvir seu coração batendo calmamente.
Eu sinto que preciso estar sempre contigo...
Andei contando os instantes que não estou ao seu lado,
E baby, nada tem sido tão real.
Falta um pedaço de mim e ele só se encontra na sua alma.
Tudo sempre acontece quando a noite cai...
E eu não me sinto confortável deitada sozinha nesta cama,
Imaginado o que eu poderia estar vivendo ao seu lado.
Hoje não tem chuva, os telhados estão aquecidos pelo calor humano.
Transbordo uma xícara com as lágrimas do dia esgotado.
As algemas, quebraram-se ao meio, e a roda de fogo,
Suspende o ar pesado da minha respiração.
Os prédios tristonhos, com seus moradores com cara de adeus, acenam para mim.
Ah, eles sabem que eu sinto sua falta, assim como todas as coisas neste mundo.
Não tem como deixar de lado esta ausência
Eu brinco de trapacear com o relógio, criando os números ao contrário,
Testando a minha paciência, beijando o infinito particular, que encontro somente em seus textos.
Minha poeta das almas, que arranca as coisas mortas, e faz com que elas renasçam com ar de bebes provetas, saltitando em suas linhas verticais.
E eu me banho com sua poesia, alegria, que irradia, amansa minha fera interior,
Colocando vida em minhas veias, coagulando o meu tédio, satisfazendo minha sede de fantasias.
Suspira o amor, calando a dor, corpo celestial, entrelaçado com as tempestades de areia,
Que nascem da ponta de seus dedos, e que clamo sempre pelo seu chamado, dizendo: Consuma tudo em mim, por favor!
O sabor da insana vontade de liberdade, como uma roda gigante, mobilizando toda a pequena cidade, para brincar de ser criança.
É possível dançar no escuro, sem escudo...
Por aqui, a proteção mata a razão.
A razão tem sabor de erotismo, fetichismo!
Bater a sua porta, pela madrugada, acalentar o seu pranto com o meu sorriso.
Dormir em seus lençóis é a porta do meu paraíso....

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Hoje, lendo um artigo do Soren Kierkegaard, sobre fenomenologia, no qual ele confronta a filosofia contemporânea de perder muito tempo com as “essências”, bem e mau, pensei: Que diabos fazemos todos os dias?
Eu mesma, vivo rodeada pelos críticos que anulam o fato de que eu pense a partir da percepção...
Não me prendo apenas a bons livros, e nem mesmo a ideais antigos, tenho em mim a vontade supra de evoluir sempre, transcender. É difícil conviver no mundo, percebendo as coisas com uma “mágica” , que para outros, compreendida como “perda de tempo”. Modernidade, cof cof!!!! estamos em meio a um grande caos isso sim...é sério gente, eu consigo até imaginar os pilares da humanidade em ruína.. (CHEGA)! As pessoas já estão acostumadas com violência e banalização do sexo, e aonde vamos parar com tudo isso?(Gente filha da puta)...Parar nada, não para, continua, o movimento é circular, a linha reta está distorcida, as vertentes da verdade, fecham suas ramificações para os apelos moralistas e são destruídas por idéias masoquistas do que é vida. Viu só, acabei de usar um artigo erótico para falar do mundo ideal!!(CARACA)!
Existir, não é complicado, (bom penso eu que não) esta minha procura pela “essência” do que vive e o que vivido, é que me satisfaz que articula meus pensamentos para longe do abismo. Sei que são tão poucos que compreendem o fato de que, estamos vivos e não é só isso. Não consigo simplesmente colocar uma venda e dizer que estou feliz sendo apenas quem sou perante a sociedade, (ou será que a cega sou eu?) quero dizer, eu sou moderna e me encaixo nos estigmas sociais( ecati). Essa é uma verdade pela qual nunca lutarei, e não vou fingir que posso andar por um patamar condicionado por antigos regimes falhos do que é existir.
O que dói ver, é que, ( e que dor viu) as pessoas cada vez mais estão insensíveis, ou talvez seja eu, nem com a fé elas tem contato íntimo, o Deus, agora é a Ciência, e a Ciência é o que move o ser humano a acreditar que ele apenas é um pedaço de carne lançado em um globo gigantesco chamado mundo.
São tantas diferenças, ninguém precisa ser especial, basta somente estar sendo alguém...( é pedir muito?) e conseguir a partir disso, aprender a respeitar o outro sendo parte de si mesmo. Será que é tão difícil? Depois de séculos ainda vivemos os mesmos dilemas, problemas, críticas tão ultrapassadas, que ainda está enraizado nas estrelas o tanto que corremos sem sair do lugar ( desculpem não consegui segurar o ilusório). Não quero que o que eu penso, seja verdade única, (Deus me livre!!!) talvez porque somente sirva para mim mesma, mas gostaria que as pessoas tivessem contato com tudo, sem limites, porque, a partir do momento que conhecemos outros horizontes, podemos enxergar e compreender que podemos estar em vários lugares ao mesmo tempo, através das memórias e vivencias que construímos em nossa historia. É o espírito, a confraternização de idéias, porque isso parece tão bom para mim e tão ruim para os outros? Talvez a minha fala ainda seja incompetente, a ponto de muitas pessoas, nem ao menos prestarem atenção no que é tão importante para que eu carregue essa minha história com orgulho no peito.
Confesso, sou cheia de sonhos, talvez uma lunática, quem sabe, não quero ser normal, e aceito a condição, de pensar sobre as coisas que conheço no mundo, com muita fantasia e espiritualidade. Não me separo do mundo por isso, mas estou aprendendo a calar, e ouvir o que eles têm a dizer, mesmo quando, meus lábios coçam para dizer como é minha visão perante as situações. O que eu não compreendo é que, eu posso ficar por horas conversando com qualquer tipo de pessoa, a fim de ter contato com um novo horizonte, sendo pobre, rico, louco, fiel ou não a pátria, isso nunca me importou, sempre estive disponível para qualquer tipo de “ser”, mas quando eu me proponho a contar um pouco do que eu “sinto”, não o que sei, não sei de nada, as pessoas simplesmente agarram minha fala e logo após, soltam as mesmas no mundo. Eu vivo menos porque me preocupo com o que é vida? Se for assim, tudo bem, eu vivo bem com as coisas que me fazem crescer, e através deste meu crescimento, aprendo a lidar com as coisas do mundo e as pessoas com humildade e muita sabedoria. Encontrei pessoas que compreendem minha visão, elas nem precisam gostar, mas respeitam, são poucos, para ser sincera, quatro pessoas, sim, e eu conheço bem mais de 20.... IRONIA!
Esse não é um texto “rebelde”, apenas instigo minha paixão pela escrita através das encrencas existenciais que me cercam.
Enquanto isso na terra dos portugueses:
Dançamos funk, com letras baixas ( só putaria), rebolando até o chão, enquanto nossa economia afunda, os políticos são feitos em fábricas, ( Que vergonha não sei votar) 82% da população não tem saneamento, ( 82% AH NÃO) e vamos vivendo, a margem cada vez mais podre e invadindo as colunas sociais... Quem fica para ver o desfecho desta baderna? (Eu? Está brincando), quem quiser lutar, boa sorte, eu amo tanto meu país que não quero ver ele desta forma, logo tudo vendido, pessoas prostituídas pelo poder aquisitivo( Falso é claro) e ai? (Que isso!!!) é fim... ( o pensamento fascista reina)... agora só me resta rezar...(Ave maria...cheia de graça...lá lá)

“Ta rebocado meu cumpadre, como os donos do mundo piraram...eles já são carrascos e vitimas do próprio mecanismo que criaram... (Raul Seixas)

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

...IMAGINÇÃO...

No meu mundo,
Os pássaros levam - me para casa na ponta de seus pequenos pés.
E as nuvens, nunca parecem presas no céu, a ponto de eu toca-las com minhas unhas.
Tudo que dói, é simplesmente o que não é digerido com sensibilidade.
As palavras grudam nos cabelos curtos da moça que carrega paz nos olhos.
O tempo por aqui, existe, mas não consiste com o que é banal.
Sinto-me esquisita, quando tenho que mudar de cor em meio a um devaneio de cores.
Gosto de sentir que as lágrimas evaporam com o calor deste dia tão calmo.
Surpresas, como doces alegres, as sombras misturam-se com os rios de sangue que carregam a minha dor para longe.
Rabiscando, estou bem, dando adeus aos olhos úmidos que me embriagam de tristeza.
Os sonhos nunca morrem, e eles persistem até quando aceitamos que eles são reais.
Não quero legendas para despir as minhas fantasias, eu apenas quero sentir-me com asas...
Suspire, eu posso te ouvir.
No final, é somente você, que compreende que eu estou me sentindo tão anestesiada,
Entrando em uma zona desconfortável de memórias cheias de serpentes.
Existe algo correndo em minhas veias, que fazem um segundo se transformar em milhares de anos luz.
Todos os dias eu tento não me escorar na minha imaginação fértil e cheio de pensamentos quebrados.
Para onde nós vamos, todas as vezes que estamos perdendo nossa dignidade?
Veja, eu consigo sentir que posso mover os vidros com o piscar de olhos.
E assoprar a ventania para longe de sua janela.
Quando confronto meus demônios internos,
Entro e saio de um estado tristonho e acordo com a sensação de estar liberta de meus medos.
São muitos degraus, e eu tenho que fechar minha respiração,
Para não que eu não me afogue,
Quando eu mergulho nas entranhas deste mundo tão cheio de indagações...