terça-feira, 8 de junho de 2010

::LARANJA::

E quando nada mais fazia sentido.... uma luz se apagou.

E naquele instante eu não tinha medo algum, era uma coisa, vinda de um lugar dentro de mim. Vinha e saia. Rapidamente.

Não, não posso conter tudo isso e contar seria desmistificar tudo que eu senti, mas, uma sombra maior formou-se diante de meus olhos.

Era um céu misturado com um chão cinza, uma névoa estrangeira, uma busca aflita de quem eu estava sendo.

Eu fui!

Para longe, aonde as coisas não se movem repetitivamente, elas duram, mas morrem.

Lentamente fui observando que meus passos agora eram mais curtos, senti que meus braços poderiam abraçar o mundo, bem, isso caso fosse, se mundo eu tivesse.

Mercúrio puro, um cheiro misturado com flor e azeite, uma bolha de sabão entrando em minhas pupilas, era mágica.

Era real, abismal, abominável para minha mãe, era gigante, mas não era gente.

Gente inocente, sempre que penso neles, não existe pensamento que me invente.

Cara ou coroa?

Não tinha moeda, era tudo suspenso, sem perninhas e saltos.

Sem receios...

Ai que angústia me dá pensar nos meus anos dourados, se bem que, de dourados não tinham nada, eram de prata, mata lobisomem, assusta anjo enquanto os demônios dormem.

Eclipse solar, no meu coração também tinha, habitava um silêncio daqueles que se alguém não me tocasse, eu ficaria para sempre presa naquele instante.

Prisão, calabouço, uma conspiração íntima, tudo parecia acontecer em fração de segundo, mas era demorado e amargo.

Eu vi ondas, tons alaranjados descendo as paredes do meu quarto.

Senti minha língua ácida, áspera quase vulgar.

Cuspi minha própria ignorância, aprendi a me tolerar...

terça-feira, 1 de junho de 2010

::Nova::

É busca, nova, mistério aberto!

Crise no sentimento fechado.

Desabrocha o tecido da vida.

O frio congela o instante.

O vivido presencia o agora.

A notícia desprende o acaso.

Sensação de sonolência.

O ataque do sensível, a esperteza do singelo.

O apocaliptico do desvelar.

Arrepende-se ou supreende-se.

Apreende-se enriquecendo.

É palavra que não é dada.

É a linguagem que não é falada.

Silêncio!

Desastre e compaixão.

Morte e ressurreição!

É matéria...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

::Efeito da falsa ordem::

Mais um dia...

E hoje eu prestei atenção nas coisas que moram dentro de mim.

Eu vi algumas delas fora do lugar e não consegui colocá-las para fora.

Percebi um sombra que me persegue, um rastro , como uma névoa.

Estou queimando meus últimos dias de glória, porque eu sei que,

Se eu sorrir eu vou me tornar um pouco mais cínica e o que eu pressinto é algo menor.

Aonde eu puder colocar meus sentimentos eu vou me alojar de corpo e alma.

Dúvidas e o sol desaparece diante de meus olhos, abortando a minha esperança.

Eu tenho uma nova saída, e esta é daquelas que não se pode voltar quando se quer.

Eu sai de dentro de um estágio pragmático e agora estou tentando treinar minha liberdade.

Sentindo o cheiro da manhã como se fosse o meu último dia de solidão.

Mas alguma coisa não está certa!

As coisas estão fora de mim eu sinto, elas vem se aproximando lentamente.

E não tenho para onde correr, me sinto um verme, encapsulada em um corpo,

Sentindo o aroma do veneno todas as noites.

Eu tenho que afundar, para mais longe aonde as conseqüências me deixem em paz.

As luzes estão se apagando e eu aqui sentada nesta cadeira,

Tentando imortalizar um momento pelo qual não posso deixar de sobreviver reescrevendo meus danos....

quinta-feira, 20 de maio de 2010

::Ruina::

Eu estou pronta!

Sentindo as coisas passarem sob minha pele.

Os meus músculos estão aguardando a grande explosão.

Eu tenho os olhos voltados para a caverna.

O que é oculto vem e vai e eu estou apreendendo a fazer fogo brotar em minha vida.

A estrada é longa e eu não posso desistir,

Estou entre as coisas que tenho remorso, eu sou o pedaço que me falta.

Jogada em uma esquina do esquecimento.

Quando me lembro de quem eu sou, eu fico em ruínas....

segunda-feira, 17 de maio de 2010

::Era dito::

Eu vi alguns loucos , viajando através do tempo...

Quem enlouquecer e aprender a viver e a ler os sinais no escuro, estaram salvos da própria ignorância.

Porque, toda vez que eu tento entender as coisas, as coisas me abandonam. Elas vão e voltam a ser as coisas no mesmo lugar, somente mudam suas lembranças, as minhas, de quem eu fui e era naquele instante.

O vulcão da vida entra em erupção!

O que é dito não se é pensado.

O pensado não pode ser dito com voracidade.

O pensar vem, através do silêncio contido!

terça-feira, 11 de maio de 2010

::Passando...::

Eu não consigo ficar mais quieta, tudo em mim faz um grande estrondo.

Fique, me ensine a falar de novo, minhas palavras são explosivas.

Minha boca agora é um vulcão.

Estou implodindo de novo.

E o caminho parece estreito.

A liberdade é ingrata e eu sou amarga.

Mas estou tentando ouvir o que vem de fora.

Andando dentro aqui dentro, as coisas vão e voltam...aqui dentro.

Estou confusa e minhas ilusões estão presentes até mesmo nas janelas sem paisagens...

As pessoas ficam conversando comigo e eu não quero escutar nada.

Estou falando, sente-se eu tenho uma nova visão.

Quero não ver mais nada...nem sentir este dia frio que tanto amo.

Minha pele está congelada e meus dedos estão prontos para serem rachados ao meio...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

::QUEDA NO CAOS::

...um rastro de silêncio é a marca mais profunda de alguém ferido...

sexta-feira, 30 de abril de 2010

:::Para dentro:::

É possível que alguém não te veja ai dentro.

Você anda se escondendo atrás das neblinas,

Elas são geladas e úmidas como seus olhos.

Eu sei o quanto é difícil, eu tento me desvencilhar das coisas dentro de mim,

É perigoso, muito perigoso, pode matar.

Me escute, a vida está novamente nos chamando para aquele lugar escuro,

Aonde estamos sempre de mãos atadas e com um coração cheio de remorso.

As nuvens estão cada vez mais baixas, e estou quase ficando muda.

Os seus ouvidos vão tapar quando eu quiser falar, tudo aqui é ao contrário.

De a volta, fique ai dentro.

Por mais que você tente não se iludir, algo está tentando te puxar para isso.

Não podemos deixar de nos confrontarmos com esta morte.

Ela anda de cavalo e ele carrega nossas asas para onde ela quer.

Este breu todo vem da nossa respiração, inspire e sentirá o cheiro do meu medo.

Pessoas como nós, confundem a insanidade com os passos da perdição.

Não se machuque novamente, o nosso tempo anda tão escasso.

Não deixe de ficar dentro, ai aonde você conhece as paredes verdes,

Aonde os campos não existem, e as árvores são sombrias e emotivas.

Ligue a luz se preferir, você pode sentir que estamos ficando longe daqui?

Volta, não fique ai por muito tempo, seus lábios estão roxos e sua expressão me causa terror.

Pode andar de costas se preferir, vai cair sempre no mesmo lugar,

Eu já disse, ai o perigo é nosso pior guia, e nós vamos enlouquecer com o brilho do sol.

Eu vou te acolher, pode ficar comigo até que a lua se esconda de nossos olhos.

É confuso e quando mais cavamos, mais estamos expostos a isso tudo com intensidade.

Vou desmontar aquele castelo de areia, você vai ver, lá também existe algo oco.

Pessoas como nós, vivem uma leveza estranhamente rompida por um segundo de melancolia.

O tempo está contra tudo, menos contra nossa vontade interior.

Se aqueça, em meus braços você pode ficar sem medo,

Eu vou pressentir quando você puder sair sem receio da loucura,

Ela nos toma, nos governa, mas é como um antigo membro da família, aquele que você tenta esquecer, mas que carrega a sua origem.

Não chora deste jeito, eu não posso suportar o peso das suas lágrimas.

O que eu posso fazer é deixar que elas caiam rapidamente de onde vieram.

Veja, as estrelas tem um brilho diferente agora,

Um brilho que um dia você apagou da sua mente e preferiu a escuridão.

Isso que te conforta, parece real, mas é um personagem em um baile de máscaras.

Levanta, caminha comigo, estamos aonde realmente não queríamos estar.

No meio do tempo perdido, aonde nossas ilusões são premonições,

Aonde tudo existe e desaparece em seguida,

Aonde podemos encher rios de lágrimas sem nos lamentarmos pelo que estamos fazendo...

terça-feira, 6 de abril de 2010

::Barbante::

Se não dança samba, dance para mim os passos da sua solidão.

E se eu delirar com a ponta dos seus pés no meu ouvido,

Saiba que estarei morrendo de desejo imaginando o seu ombro encostado no meu ventre.

Inquieta, já sabe que alguma hora, eu irei partir.

Partir o nosso coração bem aventurado, dotado de dor e de amor ao mesmo tempo.

Ali estarei presente, em seus desenhos estuprados pelas palavras amargas que brotam do seu útero efêmero.

Ó dolorosa mulher que carrega nos seus lábios todo veneno da humanidade.

Eco divino, encenando um adeus sem partida.

Vai bruscamente penetrando nas entranhas das minhas linhas.

Nada me favorece, nem mesmo o silêncio seu deixa de me provocar arrepios.

Nem mesmo todas as coisas que você aprendeu a odiar em mim, faz de minha pessoa infeliz.

Meu peito é fortaleza para as suas dores externas,

Minhas costas são escombros da sua antiga janela da vida.

Ali, você observava o mundo que nunca teve medo de explorar.

Honra-me justamente com o seu corpo, matrimonio da minha juventude.

Estou ficando velha demais para não lhe querer todos os instantes.

Não me atrevo a dizer que algumas coisas suas, não são minhas também.

Sou fruto da sua discordância com a realidade, o seu frio sem pensar no fogo que em mim arde.

Labaredas, cinzas, uma parede manchada com as marcas das suas mãos, agora estão voando para o teto.

Esta falta de claridade na sua visão me fascina.

Sinto o gosto amargo do mar que se forma na sua boca, quando suas lágrimas eu faço derramar.

Gentil, cordial e frágil, cheia de segredos, uma espécie rara, que não sei como catalogar.

Me perdoe a ignorância e a falta do que falar.

Neste momento tenho apenas linhas para tentar lhe agradar.

Mas saiba que, ao cair da noite, quando as estrelas apontam para o leste,

Estou eu a lhe esperar.

Aflita, com os olhos abertos, a lua vai me mostrando os seus rastros.

Nestes fleches intensos, passo madrugas a lhe vigiar.

Fala que sou louca, insana, fora de mim, que eu reajo com um sorriso que não te sustentará.

Porque seu eu chorar, o meu choro é capaz de te afogar.

Deite, bem devagar nos meus braços, neles , somente neles, que você poderá descansar.

Se quiser fugir, nem pensar, eu estarei por todo este mundo penando para lhe encontrar...

sexta-feira, 26 de março de 2010

::tempo para tempo::

Tudo envolve tempo..

O tempo trás e leva tudo quando ele quer.

Ele entende o nosso existir, mas não sei compreender o que ele quer comigo.

Tudo se comprime, exprimindo as minhas mágoas, ausências e acabo por permanecer escondida.

Entre as horas, minutos e segundos, lá estou eu, atrás dos ponteiros, buscando uma saída.

Ou uma entrada, seja qual orifício for, por onde eu estou?

Para onde eu vou quando tudo isso para só na minha cabeça?

E então eu aprendi a não dar mais volta, a pegar os atalhos inexistentes no concreto.

Acabo por me magoar com esta falta de respeito com ele... o tempo que me move...

quarta-feira, 17 de março de 2010

::de plástico::

Fazer algumas escolhas e as coisas vão aparecendo no horizonte.

E eu vejo as pessoas massacrando a própria vontade, tocando no paraíso com a mente no inferno.

Ouvindo loucuras sobre uma realidade que não pertence o coletivo múltiplo enforcado pelo vicio do amanhã.

É , não posso criticar se não estiver por dentro por completa.

Então vamos vestir uma camisa branca e sujá-la com um sangue cru que nasce da nossa dependência política mal resolvida.

É cuspir para cima eu sei, mas alguns nomes eu já esqueci e acordei aborrecida não sabendo nem quem pode vir-a-ser presidente este ano.

As escolhas vem de dentro, quer dizer, de dentro da boca de outra pessoa mais confusa do que o outro que caminha conosco.

Vamos em frente, arregaçando as mangas, esperando uma nação branca, testosterona puta, com um feminino amaldiçoado pelo conflito ancestral.

Ah alguém vai atravessar a rua, com um medalhão no peito dizendo que vai brigar por toda uma nação, eu vejo o carro cair diretamente no abismo.

Correndo de um lado para o outro, um monte de moedas rolando ladeira abaixo, que droga toda é essa, um monte de pessoas gritando que deus salvará nossa nação.

Vamos brincar, jogando lama por todos os lados de porcos estamos cansados, já sabemos o que vem do lado de lá e o de cá nos faz querer falir, imitar o que estamos cansados de acreditar.

Mais um pedido?

Não, está tudo contido, na bandeira, certeira música que não toca em funerais revolucionários.

Arranca do peito a própria nação e isso não tem intenção de ser uma ilustração social.

As embalagens estão prontas, agora é só deixar que todos nós sejamos consumidos.

Ah não, sem essa de dizer que não pode evitar, você pode vomitar até a própria sorte se pensar que tudo isso será melhor desta vez, ah o que é que há?

Existe uma raiva, uma emoção quebrada bem no meio da sua goela, e dizer quem é bom e quem é mal, já não faz bem nem mal para toda esta competição.

Porque estamos caminhando para o limbo e dizer que as situações estão sob controle é uma grande estupidez...

terça-feira, 16 de março de 2010

::Silencio de Ouro::

É um chamado uma falta oculta, um brotar que me assusta.

A intuição que ascende uma comunicação que estava morta.

Aceitar o tempo, apertar o “start” , um dia melhor para se viver.

Tento estudar cada coisa que nasce em mim,

Sou estudada pelas expectativas que ressurgem nas constituições das lembranças.

Alguém deixou de entregar flores e eu não posso estragar todo este sentimento.

Se não for pretensão tenho um pretexto cheio de boas intenções.

Preciso de proteção a noite começa a cair, estou reavaliando as coisas que acredito.

Novamente caio no meio do labirinto!

Aonde está Ariadne?

Ó fio abençoado apareça!

Não, não tem arcanjo nesta falta a lua me faz querer mudar de pensamento.

Estou sussurrando para a morte vir me buscar.

Peter Pan veio falar comigo, e eu sei que eu posso respirar o ar que sai dos pulmões dele.

Vou envelhecer eu sei, e nada do que eu ganhei tenho medo de perder.

Amanhã, outra vez, amanhã!

As ruas estão cortadas ao meio e os carros trazem ventiladores ao invés de rodas no asfalto.

Este vendo que seca minhas pupilas faz com que eu sinta vontade do que não mais preciso.

Já bebi o ultimo gole e agora?

Espero um bebe ser gestado na minha imaginação?

Não, eu vejo que minhas asas estão mais fortes do que nunca,

Algumas tendências andam sumidas e minha dor conversa comigo como uma velha amante.

Meu protetor tirou férias e a esposa da minha maldade anda atrapalhada com os fenômenos.

Eu ouço, alguma porta sendo bloqueada por um unicórnio cheio de remorsos.

Posso tentar me desligar de tudo, mas aquelas vozes falam comigo em primeira pessoa.

Quero pegar as minhas bagagens e jogar para o alto, elas voltam para dentro de mim quando eu menos espero...

segunda-feira, 15 de março de 2010

::Em espírito::


Nasci das trevas e estou explorando a claridade...

em mim...


Mas eu não quero somente dizer e resmungar sobre a dor.

Não dispenso esses olhos vermelhos quase maléficos presenciando a abertura deste meu novo ser.

Sou cada dia mais, menos certa das coisas.

E as coisas são cada vez mais, setas que indicam uma nova direção de conforto para meu espírito.

Espírito esse que vem com uma força tremenda,

Que arrebenta meu peito e desbrava este meu coração cheio de remendos.

Não tenho o que ganhar ou perder, não quero gratificações para as coisas que busco.

E nem mesmo excesso de sabedoria, quero apenas leveza.

Não lamento a falta de reconhecimento das minhas visões, eu sou passagem da morte e da vida.

E tudo que nela se instaura e se destrói.

Aquelas coisas que um dia aprendi a dizer sim, hoje digo um não sem ficar zangada.

Quem de mim, quem me habita não teme o esfriamento da alma...

quarta-feira, 3 de março de 2010

::Angulos complexos::

Seus milhares de valores, sentimentos, vivências da experiência do logo – ali.

Estamos entre dimensões quadriculadas, cheias de formas e cores, ângulos complexos, constituídos por dores e amores.

A morte do espírito é longa e passageira, devaneios entre o céu e a terra, os quadrantes dos astros e suas estrelas.

Tudo é incerto, a certeza devora a franqueza, a fraqueza da sensibilidade sofrida pelos que caminham diante do espetáculo da natureza.

Não há quem não sinta os acasos, do útero brota o mistério, desconhecido ventre do inimigo tempo, cronológico e tempestuoso.

Apresento os aparecidos, os fenômenos do rio do esquecimento.

A jornada longínqua dos que beiram a loucura e os destemidos pelo nascimento da esfera unidade.

Tudo é símbolo, intelecto e sentido.

Retratos do sol, a lua que se esconde no infinito!

O que é inútil é aproveitável pelo passatempo do desprovido.

Desvairado, contrariado vive nosso pensamento, rastejando naquele sujo labirinto da maldade.

Infortunado seja aquele que bom vaidade diga que conhece toda a verdade!

Esse cai, e de um altura inimaginável. Fica vazio!

::OUtra maneira::

Eu estou preparada, mais uma vez eu estou por aqui.

Debatendo palavras, rebatendo risadas, ainda que não seja mais possível sorrir.

Porque um momento meu, é um instante nosso de combate.

Olhando ao redor eu vejo as linhas tortas,

Aquela ultima alternativa, destroços de capturas perdidas.

E dói dizer e ouvir a verdade, mas estou preparada.

Destruindo algumas coisas passadas, tentando constituir novas aberturas,

Alguma coisa me diz que voltei a realidade.

Não me diga que não pode entender os meus verbos,

Minha partida deixou um coração partido, e agora sinto que voltei para abrir fogo contra quem disser que eu não posso querer ser um pouco mais real.

Eu vi um tiro de pássaros no ar, e escapar de um mundo só meu,

Fez com que eu percebesse uma espécie de raça odiada.

Não tem a ver com política, ou que meus pais não tenham me educado,

Estou falando do ponto de partida individual.

As vezes é possível supor o improvável e sair ilesa do que se pensa estar errado.

Porque, uma chance para uma vida toda é rara,

E se tenho a oportunidade de dizer, não perderei a chance de falar,

Que tudo que fiz de errado, só fez com que meus caminhos fossem abertos.

Minhas promessas saíram do coração, uma espécie de tipo raro de conseqüência,

Um monte cheio de lágrimas, uma rainha deitada em cima de uma cama de pregos,

E agora, ainda não é do ódio, porque eu formulo uma nova mensagem,

Daquelas que se fala quando se está perto da morte,

Uma farsa que não me cabe respeito neste peito.

As vezes é difícil levar uma vida mansa, e ser feroz me faz chorar.

Porque, eu não posso libertar todos meus demônios de uma vez só,

Então eu vou tentando manter esta fé de pé, para quem quiser e vier.

Todo mundo é pressionado a ser tão verdadeiro, e o preço da vitória é maior do que todo um processo bonito que brota em nós.

Não temos tempo para reparar o quanto crescemos em meio a tanta frustração.

No final das contas, estamos perdidos, buscando uma solução para a solidão.

Somos adolescentes mancos, feitos de tontos pela nossa falsa liberdade,

Saudade da mocidade que me fez feliz nesta cidade.

Não, não é possível construir um castelo com todas aquelas coisas perfeitas,

Esta loucura eu tinha quando tinha meus 12 anos, e percebi uma coisa cair em cima da outra,

E as tempestades se aproximarem muito rápido e minhas pernas não eram capaz de correr para não perder todo aquele espetáculo.

Acabei por estourar meu peito rapidamente, percebendo meus sentimentos, pensamentos, charmosas aparências que desisti de assistir queimar.

Não é preciso gostar de tudo e de todos, mas eu tento sempre compreender o mais autentico, e por menos que pareça, quem está no escuro sempre me acalmou destas trevas todas.

Quando eu falo demais, minha cabeça dói , porque eu estou abrindo as algemas e arranhando os discos que um dia deixei mofar em um quarto vazio cheio de conseqüências.

Oportunidades eu tenho de mais, mas eu expressar ainda sai apenas pelas palavras.

A verdade é que não sei o que acontece, eu apenas percebo que algo vem, e jogo para fora.

Acontece, e eu sinto que muitas coisas estão perdidas, e eu não tenho medo de me atirar neste labirinto obscuro.

As facas estão apontadas para o meu coração, mas eu não desisto de dizer tudo que ainda me atormenta.

A vítima está morta e agora ninguém pode ouvir minha voz quando eu preciso contestar algo que me acusa.

O grito é alto, e eu posso passar a noite inteira em clara pensando em todos os botões que arranquei, e todas aquelas asquerosas promessas, eu sei que posso retirar de dentro do espelho.

Não tenho um herói, heroína, as coisas comigo sempre foram tão individuais que aprendi a cuidar de mim mesmo sem ter medo das vozes que comandam minha existência.

Aprendi a ter cuidado ao olhar as coisas e pessoas, porque eu sinto, ainda é muito novo, eu reparo naquela curva fechada, e já penso que existem pessoas me olhando de cima dos prédios.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

::Obscuridade::

Posso dizer que sou assombrada pela nostalgia.
Eu amo as velhas palavras, as roupagens do engano a infelicidade me ilumina.
Não me engano de não ser enganada, escolhi ser a preferida do não saber.
Tive um nascimento incompleto, permanentemente vivo procriando apenas palavras, sentimentos e sentidos.
Observo a obscuridade das vozes, vejo a notável falta de confiança que alojada em mim, praga maldita!
Discuto com meu consciente todo tempo, estou quase entorpecida pela ausência de um bom silêncio.
Não sou conhecida, vivo andando pelos escombros do passado, ali, escondida está a chave da existência vivida.
Vejo de longe uma ameaça expectante, uma primavera áspera e pegando fogo.
Qualquer referência explicita que façam sobre qualquer coisa real, desligo a essência do ali e fico escondida.
Falta entusiasmo nesta mulher!
Estas coisas dentro dela, em mim, em nós, não nos livra daquelas falas antropofágicas sem línguas, paladar e bom gosto.
Sou a existência do não objetivo.
Tudo passa pelas minhas veias, consumindo...consumindo....
Sou verme sem terra!!


::Revolta da Luz::

Rasgar as fantasias do dia,
Ouvindo as vozes que não me deixam vazia.
O que é isso vindo?
Um choro calado, uma doce melancolia.
É um falso sol, uma lua que me irrita...
Fazer o pensado, o vivido exaltado, que emoção...
Manifestação do oculto escuro.
A falta de luz que tras revolta e dor em meu coração...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

::TURBO::

Cheguei do inferno...

Olhando as ruas que estão secas novamente,

Vendo as pessoas terem uma nova oportunidade,

Nem sempre consigo um momento para capturar aonde errei.

É um ponto maior do que eu consigo enxergar,

Estou com raiva, e não consigo esquecer o grande mal que causei.

Por onde eu ando eu choco tudo ao meu redor

Minha realidade é sangrenta e cheia de jogos,

Não me diga que issonão é verdade.

Estou explodindo e tudo que tem do meu lado sai tombado.

Os momentos são construidos, e as vezes eu sinto que perco tudo na esquina.

Uma portunidade contar, narrar, já estou perdida novamente.

Não tem como escapar, uma coisa acontece, não consigo me livrar deste mundo.

É chato, incoveniente, mas talvez esta seja minha visão, aquela esquecida já passou.

Pedir desculpas, não adianta, quando se tem no coração uma trava para receber boas coisas

Nem mesmo supondo que se pode ser feliz, assim serei.

Eu vou dizer adeus, vou fazer a contagem regressiva, você conta até 10 e eu sumo outra vez.

Esta é minha vida, dificil ou não, ninguém consegue entender da onde vem estes pensamentos.

Minha fala detonadora, minhas novas fórmulas para sucesso espiritual, não serve.

Um tiro que sai pela culatra...

Tenho sindrome da miséria, um discurso perturbado, eu só consigo escrever.

Bem vindo a outra metade, porque algumas coisas jamais esgotam.

Estou correndo contra o vento e minha face está doida.

Aprendi a assistir demais, agora o jogo virou, estou criando uma nova virose,

Daquelas que tiram qualquer ser de perto, para abrir uma cratera no peito,

E isso não é algo que eu almejava.

Nao posso rimar, fazer versos, a coisa é mais pesada do que posso apresentar.

Megalomaniaca, retorcida, uma relação de coisas que faço, me forçam a ser fria.

Eu tenho que sustentar e nada muda, e então eu sei que algumas coisas seram reveladas.

A mudança nunca foi mérito algum para mim, é um som ensurdecedor que jamais esqueço.

Não quero perder a sua vitória, estarei no palco de cima.

Histérica, eu sei que faço qualquer coisa dentro de você parecer podre,

Não era bem isso que eu queria.

Não quero te magoar, então estou juntando os cacos e estamos destruindo tudo ... de vez!

Então corra, porqu eeu estou castigando a minha pele,

Violentando meus sentidos e tudo que eu puder fazer para me manter ocupada eu farei.

Não estou no controle, algumas coisas estão brincando comigo e eu não sei falar a respeito.

Indiferentemente, você me ameaça, e faz suas turbulências e sei que sou a culpada, mas não quero assusta-la com o meu lado ruim.

Então deixe as malas na escada porque eu estou descendo correndo e não voltarei enquanto você não estiver pronta para me ver refeita...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

::Penar ,morrer::

Chove...

Esta coisa que não sai de mim.... qu enão quero que saia.

Insonia, sonhar com o dia de amanhã, brincar de fazer manha...

Vontade de chorar sem parar.

Não tem desfecho!

O tempo é amigo de quem não pensa..

Sofrer, não entender porque se vive tão intensamente as coisas, sem escolher.

Só saber receber... sentir e não se arrepender.

Vida, morte, viva e morrer...eternamente...

::Caber::

No dia em que fui mais feliz, vi um avião...

Cada dia mais eu sinto que estou perdendo o juízo.
Não consigo esclarecer as coisas que estão acontecendo comigo,
Eu ando meio fera ferida, maltratada pela vida.
Uma vida que eu escolhi para mim de uma forma que não me cabe mais.
É um desespero profundo....

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

::Baixo::

E tudo move-se para baixo...

E tudo que eu imaginei de ruim, era real.

O que não era felicidade, tornou-se uma busca pálida pela minha própria identidade.

Não adianta olhar para o céu, as nuvens me escondem do sol...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

::TOCAR O CÉU::

É tudo continua...

Com particulas de dificuldades, eu continuo colando um bambu no outro para tentar alcançar o céu.

O tempo faz com que as situações passem rapidamente pelo meu ego,

Meu maior receio é de viver um vício de constantes aparições desfocadas.

De um lado, a vida, do outro, a falsa liberdade.

Não tem como deixar para lá, é uma fala estranha, que me parte em duas.

E quando vejo, estou novamente em pedaços.

E chorar não adianta, e nem mesmo gritar para os 4 cantos.

Ninguém pode ouvir, só eu, como sempre, somente eu.

Não estava escrito tudo isso, não estava, eu procuro o fundo do céu nas minhas coisas,

E o meu jeito é sempre o mesmo, criança desgovernada que está aprendendo a andar.

Não sei ficar de pé, ainda não.

Engatinhar, joelhos ralados, tudo é quente demais neste concreto, tudo marca, deixa cicatriz.

Esta cidade está tão pequena, todos já cantaram e murmuraram todas as minhas canções preferidas.

O silêncio é absoluto.

Os meus passos sou capaz de ouvir, eu convoco o meu demônio interior.

Feminino, masculino, abstrato, destemido e provocador!

Aquele que não tem medo do tombo, que corre sempre e para na ponta dos pés no cerrado abismo do inconsciente.

Deixar vir, vir-a-ser, dói, rasga, e não adianta omitir, o nú véu da loucura, foi rompido, estou sendo revelada...