quarta-feira, 17 de março de 2010

::de plástico::

Fazer algumas escolhas e as coisas vão aparecendo no horizonte.

E eu vejo as pessoas massacrando a própria vontade, tocando no paraíso com a mente no inferno.

Ouvindo loucuras sobre uma realidade que não pertence o coletivo múltiplo enforcado pelo vicio do amanhã.

É , não posso criticar se não estiver por dentro por completa.

Então vamos vestir uma camisa branca e sujá-la com um sangue cru que nasce da nossa dependência política mal resolvida.

É cuspir para cima eu sei, mas alguns nomes eu já esqueci e acordei aborrecida não sabendo nem quem pode vir-a-ser presidente este ano.

As escolhas vem de dentro, quer dizer, de dentro da boca de outra pessoa mais confusa do que o outro que caminha conosco.

Vamos em frente, arregaçando as mangas, esperando uma nação branca, testosterona puta, com um feminino amaldiçoado pelo conflito ancestral.

Ah alguém vai atravessar a rua, com um medalhão no peito dizendo que vai brigar por toda uma nação, eu vejo o carro cair diretamente no abismo.

Correndo de um lado para o outro, um monte de moedas rolando ladeira abaixo, que droga toda é essa, um monte de pessoas gritando que deus salvará nossa nação.

Vamos brincar, jogando lama por todos os lados de porcos estamos cansados, já sabemos o que vem do lado de lá e o de cá nos faz querer falir, imitar o que estamos cansados de acreditar.

Mais um pedido?

Não, está tudo contido, na bandeira, certeira música que não toca em funerais revolucionários.

Arranca do peito a própria nação e isso não tem intenção de ser uma ilustração social.

As embalagens estão prontas, agora é só deixar que todos nós sejamos consumidos.

Ah não, sem essa de dizer que não pode evitar, você pode vomitar até a própria sorte se pensar que tudo isso será melhor desta vez, ah o que é que há?

Existe uma raiva, uma emoção quebrada bem no meio da sua goela, e dizer quem é bom e quem é mal, já não faz bem nem mal para toda esta competição.

Porque estamos caminhando para o limbo e dizer que as situações estão sob controle é uma grande estupidez...

terça-feira, 16 de março de 2010

::Silencio de Ouro::

É um chamado uma falta oculta, um brotar que me assusta.

A intuição que ascende uma comunicação que estava morta.

Aceitar o tempo, apertar o “start” , um dia melhor para se viver.

Tento estudar cada coisa que nasce em mim,

Sou estudada pelas expectativas que ressurgem nas constituições das lembranças.

Alguém deixou de entregar flores e eu não posso estragar todo este sentimento.

Se não for pretensão tenho um pretexto cheio de boas intenções.

Preciso de proteção a noite começa a cair, estou reavaliando as coisas que acredito.

Novamente caio no meio do labirinto!

Aonde está Ariadne?

Ó fio abençoado apareça!

Não, não tem arcanjo nesta falta a lua me faz querer mudar de pensamento.

Estou sussurrando para a morte vir me buscar.

Peter Pan veio falar comigo, e eu sei que eu posso respirar o ar que sai dos pulmões dele.

Vou envelhecer eu sei, e nada do que eu ganhei tenho medo de perder.

Amanhã, outra vez, amanhã!

As ruas estão cortadas ao meio e os carros trazem ventiladores ao invés de rodas no asfalto.

Este vendo que seca minhas pupilas faz com que eu sinta vontade do que não mais preciso.

Já bebi o ultimo gole e agora?

Espero um bebe ser gestado na minha imaginação?

Não, eu vejo que minhas asas estão mais fortes do que nunca,

Algumas tendências andam sumidas e minha dor conversa comigo como uma velha amante.

Meu protetor tirou férias e a esposa da minha maldade anda atrapalhada com os fenômenos.

Eu ouço, alguma porta sendo bloqueada por um unicórnio cheio de remorsos.

Posso tentar me desligar de tudo, mas aquelas vozes falam comigo em primeira pessoa.

Quero pegar as minhas bagagens e jogar para o alto, elas voltam para dentro de mim quando eu menos espero...

segunda-feira, 15 de março de 2010

::Em espírito::


Nasci das trevas e estou explorando a claridade...

em mim...


Mas eu não quero somente dizer e resmungar sobre a dor.

Não dispenso esses olhos vermelhos quase maléficos presenciando a abertura deste meu novo ser.

Sou cada dia mais, menos certa das coisas.

E as coisas são cada vez mais, setas que indicam uma nova direção de conforto para meu espírito.

Espírito esse que vem com uma força tremenda,

Que arrebenta meu peito e desbrava este meu coração cheio de remendos.

Não tenho o que ganhar ou perder, não quero gratificações para as coisas que busco.

E nem mesmo excesso de sabedoria, quero apenas leveza.

Não lamento a falta de reconhecimento das minhas visões, eu sou passagem da morte e da vida.

E tudo que nela se instaura e se destrói.

Aquelas coisas que um dia aprendi a dizer sim, hoje digo um não sem ficar zangada.

Quem de mim, quem me habita não teme o esfriamento da alma...

quarta-feira, 3 de março de 2010

::Angulos complexos::

Seus milhares de valores, sentimentos, vivências da experiência do logo – ali.

Estamos entre dimensões quadriculadas, cheias de formas e cores, ângulos complexos, constituídos por dores e amores.

A morte do espírito é longa e passageira, devaneios entre o céu e a terra, os quadrantes dos astros e suas estrelas.

Tudo é incerto, a certeza devora a franqueza, a fraqueza da sensibilidade sofrida pelos que caminham diante do espetáculo da natureza.

Não há quem não sinta os acasos, do útero brota o mistério, desconhecido ventre do inimigo tempo, cronológico e tempestuoso.

Apresento os aparecidos, os fenômenos do rio do esquecimento.

A jornada longínqua dos que beiram a loucura e os destemidos pelo nascimento da esfera unidade.

Tudo é símbolo, intelecto e sentido.

Retratos do sol, a lua que se esconde no infinito!

O que é inútil é aproveitável pelo passatempo do desprovido.

Desvairado, contrariado vive nosso pensamento, rastejando naquele sujo labirinto da maldade.

Infortunado seja aquele que bom vaidade diga que conhece toda a verdade!

Esse cai, e de um altura inimaginável. Fica vazio!

::OUtra maneira::

Eu estou preparada, mais uma vez eu estou por aqui.

Debatendo palavras, rebatendo risadas, ainda que não seja mais possível sorrir.

Porque um momento meu, é um instante nosso de combate.

Olhando ao redor eu vejo as linhas tortas,

Aquela ultima alternativa, destroços de capturas perdidas.

E dói dizer e ouvir a verdade, mas estou preparada.

Destruindo algumas coisas passadas, tentando constituir novas aberturas,

Alguma coisa me diz que voltei a realidade.

Não me diga que não pode entender os meus verbos,

Minha partida deixou um coração partido, e agora sinto que voltei para abrir fogo contra quem disser que eu não posso querer ser um pouco mais real.

Eu vi um tiro de pássaros no ar, e escapar de um mundo só meu,

Fez com que eu percebesse uma espécie de raça odiada.

Não tem a ver com política, ou que meus pais não tenham me educado,

Estou falando do ponto de partida individual.

As vezes é possível supor o improvável e sair ilesa do que se pensa estar errado.

Porque, uma chance para uma vida toda é rara,

E se tenho a oportunidade de dizer, não perderei a chance de falar,

Que tudo que fiz de errado, só fez com que meus caminhos fossem abertos.

Minhas promessas saíram do coração, uma espécie de tipo raro de conseqüência,

Um monte cheio de lágrimas, uma rainha deitada em cima de uma cama de pregos,

E agora, ainda não é do ódio, porque eu formulo uma nova mensagem,

Daquelas que se fala quando se está perto da morte,

Uma farsa que não me cabe respeito neste peito.

As vezes é difícil levar uma vida mansa, e ser feroz me faz chorar.

Porque, eu não posso libertar todos meus demônios de uma vez só,

Então eu vou tentando manter esta fé de pé, para quem quiser e vier.

Todo mundo é pressionado a ser tão verdadeiro, e o preço da vitória é maior do que todo um processo bonito que brota em nós.

Não temos tempo para reparar o quanto crescemos em meio a tanta frustração.

No final das contas, estamos perdidos, buscando uma solução para a solidão.

Somos adolescentes mancos, feitos de tontos pela nossa falsa liberdade,

Saudade da mocidade que me fez feliz nesta cidade.

Não, não é possível construir um castelo com todas aquelas coisas perfeitas,

Esta loucura eu tinha quando tinha meus 12 anos, e percebi uma coisa cair em cima da outra,

E as tempestades se aproximarem muito rápido e minhas pernas não eram capaz de correr para não perder todo aquele espetáculo.

Acabei por estourar meu peito rapidamente, percebendo meus sentimentos, pensamentos, charmosas aparências que desisti de assistir queimar.

Não é preciso gostar de tudo e de todos, mas eu tento sempre compreender o mais autentico, e por menos que pareça, quem está no escuro sempre me acalmou destas trevas todas.

Quando eu falo demais, minha cabeça dói , porque eu estou abrindo as algemas e arranhando os discos que um dia deixei mofar em um quarto vazio cheio de conseqüências.

Oportunidades eu tenho de mais, mas eu expressar ainda sai apenas pelas palavras.

A verdade é que não sei o que acontece, eu apenas percebo que algo vem, e jogo para fora.

Acontece, e eu sinto que muitas coisas estão perdidas, e eu não tenho medo de me atirar neste labirinto obscuro.

As facas estão apontadas para o meu coração, mas eu não desisto de dizer tudo que ainda me atormenta.

A vítima está morta e agora ninguém pode ouvir minha voz quando eu preciso contestar algo que me acusa.

O grito é alto, e eu posso passar a noite inteira em clara pensando em todos os botões que arranquei, e todas aquelas asquerosas promessas, eu sei que posso retirar de dentro do espelho.

Não tenho um herói, heroína, as coisas comigo sempre foram tão individuais que aprendi a cuidar de mim mesmo sem ter medo das vozes que comandam minha existência.

Aprendi a ter cuidado ao olhar as coisas e pessoas, porque eu sinto, ainda é muito novo, eu reparo naquela curva fechada, e já penso que existem pessoas me olhando de cima dos prédios.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

::Obscuridade::

Posso dizer que sou assombrada pela nostalgia.
Eu amo as velhas palavras, as roupagens do engano a infelicidade me ilumina.
Não me engano de não ser enganada, escolhi ser a preferida do não saber.
Tive um nascimento incompleto, permanentemente vivo procriando apenas palavras, sentimentos e sentidos.
Observo a obscuridade das vozes, vejo a notável falta de confiança que alojada em mim, praga maldita!
Discuto com meu consciente todo tempo, estou quase entorpecida pela ausência de um bom silêncio.
Não sou conhecida, vivo andando pelos escombros do passado, ali, escondida está a chave da existência vivida.
Vejo de longe uma ameaça expectante, uma primavera áspera e pegando fogo.
Qualquer referência explicita que façam sobre qualquer coisa real, desligo a essência do ali e fico escondida.
Falta entusiasmo nesta mulher!
Estas coisas dentro dela, em mim, em nós, não nos livra daquelas falas antropofágicas sem línguas, paladar e bom gosto.
Sou a existência do não objetivo.
Tudo passa pelas minhas veias, consumindo...consumindo....
Sou verme sem terra!!


::Revolta da Luz::

Rasgar as fantasias do dia,
Ouvindo as vozes que não me deixam vazia.
O que é isso vindo?
Um choro calado, uma doce melancolia.
É um falso sol, uma lua que me irrita...
Fazer o pensado, o vivido exaltado, que emoção...
Manifestação do oculto escuro.
A falta de luz que tras revolta e dor em meu coração...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

::TURBO::

Cheguei do inferno...

Olhando as ruas que estão secas novamente,

Vendo as pessoas terem uma nova oportunidade,

Nem sempre consigo um momento para capturar aonde errei.

É um ponto maior do que eu consigo enxergar,

Estou com raiva, e não consigo esquecer o grande mal que causei.

Por onde eu ando eu choco tudo ao meu redor

Minha realidade é sangrenta e cheia de jogos,

Não me diga que issonão é verdade.

Estou explodindo e tudo que tem do meu lado sai tombado.

Os momentos são construidos, e as vezes eu sinto que perco tudo na esquina.

Uma portunidade contar, narrar, já estou perdida novamente.

Não tem como escapar, uma coisa acontece, não consigo me livrar deste mundo.

É chato, incoveniente, mas talvez esta seja minha visão, aquela esquecida já passou.

Pedir desculpas, não adianta, quando se tem no coração uma trava para receber boas coisas

Nem mesmo supondo que se pode ser feliz, assim serei.

Eu vou dizer adeus, vou fazer a contagem regressiva, você conta até 10 e eu sumo outra vez.

Esta é minha vida, dificil ou não, ninguém consegue entender da onde vem estes pensamentos.

Minha fala detonadora, minhas novas fórmulas para sucesso espiritual, não serve.

Um tiro que sai pela culatra...

Tenho sindrome da miséria, um discurso perturbado, eu só consigo escrever.

Bem vindo a outra metade, porque algumas coisas jamais esgotam.

Estou correndo contra o vento e minha face está doida.

Aprendi a assistir demais, agora o jogo virou, estou criando uma nova virose,

Daquelas que tiram qualquer ser de perto, para abrir uma cratera no peito,

E isso não é algo que eu almejava.

Nao posso rimar, fazer versos, a coisa é mais pesada do que posso apresentar.

Megalomaniaca, retorcida, uma relação de coisas que faço, me forçam a ser fria.

Eu tenho que sustentar e nada muda, e então eu sei que algumas coisas seram reveladas.

A mudança nunca foi mérito algum para mim, é um som ensurdecedor que jamais esqueço.

Não quero perder a sua vitória, estarei no palco de cima.

Histérica, eu sei que faço qualquer coisa dentro de você parecer podre,

Não era bem isso que eu queria.

Não quero te magoar, então estou juntando os cacos e estamos destruindo tudo ... de vez!

Então corra, porqu eeu estou castigando a minha pele,

Violentando meus sentidos e tudo que eu puder fazer para me manter ocupada eu farei.

Não estou no controle, algumas coisas estão brincando comigo e eu não sei falar a respeito.

Indiferentemente, você me ameaça, e faz suas turbulências e sei que sou a culpada, mas não quero assusta-la com o meu lado ruim.

Então deixe as malas na escada porque eu estou descendo correndo e não voltarei enquanto você não estiver pronta para me ver refeita...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

::Penar ,morrer::

Chove...

Esta coisa que não sai de mim.... qu enão quero que saia.

Insonia, sonhar com o dia de amanhã, brincar de fazer manha...

Vontade de chorar sem parar.

Não tem desfecho!

O tempo é amigo de quem não pensa..

Sofrer, não entender porque se vive tão intensamente as coisas, sem escolher.

Só saber receber... sentir e não se arrepender.

Vida, morte, viva e morrer...eternamente...

::Caber::

No dia em que fui mais feliz, vi um avião...

Cada dia mais eu sinto que estou perdendo o juízo.
Não consigo esclarecer as coisas que estão acontecendo comigo,
Eu ando meio fera ferida, maltratada pela vida.
Uma vida que eu escolhi para mim de uma forma que não me cabe mais.
É um desespero profundo....

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

::Baixo::

E tudo move-se para baixo...

E tudo que eu imaginei de ruim, era real.

O que não era felicidade, tornou-se uma busca pálida pela minha própria identidade.

Não adianta olhar para o céu, as nuvens me escondem do sol...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

::TOCAR O CÉU::

É tudo continua...

Com particulas de dificuldades, eu continuo colando um bambu no outro para tentar alcançar o céu.

O tempo faz com que as situações passem rapidamente pelo meu ego,

Meu maior receio é de viver um vício de constantes aparições desfocadas.

De um lado, a vida, do outro, a falsa liberdade.

Não tem como deixar para lá, é uma fala estranha, que me parte em duas.

E quando vejo, estou novamente em pedaços.

E chorar não adianta, e nem mesmo gritar para os 4 cantos.

Ninguém pode ouvir, só eu, como sempre, somente eu.

Não estava escrito tudo isso, não estava, eu procuro o fundo do céu nas minhas coisas,

E o meu jeito é sempre o mesmo, criança desgovernada que está aprendendo a andar.

Não sei ficar de pé, ainda não.

Engatinhar, joelhos ralados, tudo é quente demais neste concreto, tudo marca, deixa cicatriz.

Esta cidade está tão pequena, todos já cantaram e murmuraram todas as minhas canções preferidas.

O silêncio é absoluto.

Os meus passos sou capaz de ouvir, eu convoco o meu demônio interior.

Feminino, masculino, abstrato, destemido e provocador!

Aquele que não tem medo do tombo, que corre sempre e para na ponta dos pés no cerrado abismo do inconsciente.

Deixar vir, vir-a-ser, dói, rasga, e não adianta omitir, o nú véu da loucura, foi rompido, estou sendo revelada...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

::TIC TOC::

Eu me envolvo com a dor...

E esta ferida está na minha face.

Eu estou quebrando os ossos, e minhas feriadas estão abertas.

E eu nao estou surpresa.

Os antigos anos estão sendo esquecidos e tudo que consigo trazer de volta e a falta.

A cura não está aqui fora, e tudo dentro de mim está explodindo.

Estou tentando quebrar uma vontade que já nasceu comigo e que só precisa ser moldada.

Se eu choro é porque não consigo mais lidar com o que está acontecendo comigo.

Estou dando adeus a um velha amante, a minha dor e ela quer arrancar de mim tudo que ela plantou e isso vai perfurando minha existência.

Por mais que eu tente não ganhar pontos, eu tenho sempre que me envolver com minhas rachaduras.

Esquecer o que foi esquecido é sempre como abrir um buraco aonde tudo parecia restaurado.

E não posso mentir, eu vou estar sozinha, como sempre fui, pois, somente eu sei a minha intensidade quando digo que estou sendo aberta pelo incidente do sensível.

Agora, lá fora a chuva, em meu rosto o que sobrou da minha humanidade, o meu descontentamento, as circunstancias estão a mostra e eu não posso mais ignora-las.

Não tenho abrigo, a minha sobreidade foi rompida, e eu estou rastejando de joelhos, querendo que tudo volte ao normal.

Porque eu canto, escrevo, componho uma sinfonia, mas nada ainda pode estar em plena ordem.

Eu insisto, construindo e descontruindo tudo em mim.

Minhas incertezas fazem com que eu me esqueça de que, ainda não posso voltar a vida.

Estou respirando através de um pulmão que não quer receber o ar verdadeira da minha felicidade.

E tudo isso é ácido, triste, amargo e ardido...

::TRES LANCES::

Possibilidades, virtudes esquecidas,

É um jogo frio, uma bastarda covardia.

Eu vou desenhando a vida nas entre-linhas.

São costumes, trajes, caminhos em meus devaneios,

A conspiração da capacidade de destruição em nivél supremo.

Derrota, acordando as ilusões, o fracasso do amado coração,

A falha da realidade, um fato abraçado com a falsa emoção.

É um caos, e eu estou de cabeça para baixo,

Vendo minhas veias tentarem explodir meu cérebro.

Eu sou vento, arrastando para longe as coisas que me fazem bem.

Cheia de incertezas, com um grande amor peito,

E uma duvida no instante vivo que sou escolhida como passagem para a criação.

É um traço, um risco torto, uma inconsequente ideia de construção,

Um arquetipo de sofrimento, vivendo em um paraíso de concreto que lança a bondade no chão.

É a janela que fecha, porta que abre, o piso que se racha, a sombra que nunca dorme.

Dor, intensa, insana, que me torna vulgar, que me engana.

É uma torre que tomba, a Imperatriz que chora no sub-mundo.

O desprezo, anseio da sensibilidade rompida pela saudade do que um dia foi viva.

Sou fato no ato, atalho do desejo encostado nas costas da covardia....

::DOIS LANCES::

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

:PRE::

Com o tempo ...

Viver a espreita do desconhecido, aceitar a minha estranheza sem receio de não ser bem – vinda, são coisas nas quais eu tenho pensado e muito.

Talvez pensar, intelectualizar tudo, tem feito com que eu ficasse distante dos meus verdadeiros propósitos.

É chegado um instante novo, de aproximação das minhas visões e ilusões com a minha vida real e concreta.

Foi sempre tão dificil conviver com as circunstâncias que apareciam para mim, tudo que eu sinto é sempre fora, alto , distante das coisas que toco.

Tocar é outra coisa pela qual eu tenho sofrido, parece que por algum motivo, já perdi o tato das coisas substânciais existentes.

O problema é que, idealizo demais.

Não que isso fosse um grande conflito, mas é preciso que eu também saiba sentir as coisas como elas são, só por um meio segundo, e sim, ali eu saberia que estou feliz.

Felicidade, dificil descrever caixas sobre caixas, em cima de mesas sem chão. Os pés no delirio da sombra da minha timida vaidade.

Bela, bela mesmo é a simplicidade com que a vida se revela para mim.

Nem a todo momento estou preparada, e de repente, sinto me puxada para o lado do Nada.

Tudo que implico em dizer e constatar fatos, fenômenos ainda é muito radical e redundante.

Tenho que aprender a silenciar também as coisas que em mim brotam e que se para mim não fazem sentido algum, que dirá para o mundo.

O outro, o que vive na minha consciência com intensidade, habita meu inconsciente, ainda dói pensar no outro, e mesmo assim, o faço sem pensar.

Consequencias, são várias, um balde de tradições intelectuais, não adianta, aquilo que vem de baixo é exatamente o que mora em cima e vice-versa.

É complicado falar de ódio, amor, sentido, vida e morte, tudo se resume ao testemunho calado da unidade.

Unidade maior, não falo só em Deus ou seja lá o que signifique, falo do simbólico, o não traduzível, aonde os sentimentos puros nascem, crescem e morrem sem que vejamos.

Ver, estou aprendendo ainda, engatinhar é uma tarefa difícil para quem imagina ter asas.

Voar, para bem longe, é tentador demais, sofrido, e as vezes faz com que eu queira me calar por horas.

Tempo, devasso, inalcansável, uma sala aberta sem paredes e nem janelas, apenas um chão forrado por histórias e dimensões dos cruzamentos da vida.

É um colapso, e enlouquecer a estas alturas, seria para mim, mais uma vez, sentir-me conectada as coisas divinas.

Não sei se posso, se fui e se sou escolhida para isso, se é que algo escolhe e é escolhido.

Sou passagem para a imagem do que não é visto e nem previsto.

Acidente de percurso, uma rota sem volta, um destino que me lança ao mistério.

Um útero confortável me assombra, uma vontade de ser gestada pelo inútil que é natural.

Sou mulher, bicho de asas, rastejo, voo, pulo, penso, morro, vivo, sofro, comemoro, e mesmo assim, ainda não sou nada....

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

:: 0 A ESQUERDA ::

CAIU...

Cada sentimento meu, vai misturado com as minhas experiências neste mundo.

Na maioria das vezes é tão difícil conviver comigo, pois, eu sempre estou com a cabeça nas nuvens e os pés no paraíso.

Não temo as coisas que acontecem, confio plenamente na vida, no cosmo, nas linhas que são tecidas pela minha existência.

Se for para denunciar aonde eu erro, digo que erro quando não faço o que sinto!

O que sinto é o que estou sendo, sou do momento agora, o que vem depois destas minhas fragmentações, são consequencias que já não temo mais enfrentar face a face.

Queimar todos os dias, assim como todas as coisas que conheço, pretendo sempre acrescentar em mim, um pouco mais de fé, porque, sou alguém movida pela obscuridade do acaso.

O Mistério me cerca, me domina, e eu aceito ser passagem para todas as coisas que são regidas pelo desconhecido.

Não cobro ação alheia, por entender a situação do ente no mundo, e porque também, tento ver em versos, o que as pessoas estão passando em seus processos vividos.

O fato é que, um dia vivendo esta coisa toda vinda de cima para baixo, e de baixo para cima, nada mais é normal.

E o normal torna-se pouco formal, tudo parece loucura visto de fora, mas aqui dentro a ordem é natural.

Eu não sei mover uma pedra, sem achar que ela é sentida pelo presente, tudo tem forma, sensação e vibração nesta minha concepção.

Demorei muitos anos para perceber que não podia ser percebida pelas coisas que eu havia aprendido. Então, resolvi a algum tempo entrar em um processo de desconstrução da minha Identidade. Percebi que tudo que eu sabia, era algo que eu não havia sentido, era algo apreendido e nada mais.

Apreender o momento significa, entregar-se ao mesmo, sem medo, vergonha ou receio. O Momento é único e divino.

Muitas pessoas tem maneiras diferentes de viver, foi muito difícil eu compreender e contemplar este mecanismo de diferença, encontrei uma manifestação nestas pessoas, uma natureza forte, que eu temia muito, porque, eu tentava me encaixar nelas, e não era saudável.

Todas as vezes que eu tentei entrar ou encaixar em algo, estava negando a minha origem, pois, eu faço parte de uma grande unidade, e nesta unidade, cada um sente e presencia o fenômeno da vida de um jeito e este efeito, complementa a existência humana dentro da esfera do Mistério...

Somos ancestrais, amantes do prazer, renascidos da contemplação do universal com o Nada.

Somos espelhos refletindo o antigo no presente....

Um rosto no infinito, uma definição de caos com calmaria.

É verso, inverso da alegria.

Uma tristeza que resolve uma contradição,

Partícula de saber sem querer, um querer ingênuo que pratica o viver.

Que envolve-se com aquilo que é divino com instintos primitivos....

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

::Escrito::

A vida é mar... aberto.

Estas aberturas largas causam em mim rachaduras.

É tão difícil me curar destas dores, imprevistos que dilaceram meus pensamentos.

Pensamentos que surgem nos momentos em que não me re-invento.

Inverso do pressentimento, tudo é sempre dúvida.

Uma essência ingênua, pura, sofrida e árdua.

Mas vive, sobrevive entre os escombros do presente.

Resistente, neste sentido eu realmente ando tão ausente.

Infelizmente, existe um lado da minha alma que não me sente.

Cada olhar que lanço para o infinito são dois acidentes que me recolhem do acaso.

Descarto o destino, ensino o tempo prodígio a ser um bom menino.

Carrego comigo a incerteza, vejo o tecido sendo preparado pelas linhas da persistência.

Não é tão fácil viver nesta imanência sem pensar na resistência que esqueci na minha essência.

Demência, talvez um pitado de ignorância ainda me sobre.

Sobe os degraus da minha sala de estar,

Ali se encontra, ali vou ficar.

A espreita do que está por ser sentido, o dito do universo, a fala de um ser sagrado.

Aqui, tenho visões, ruídos me cercam, acenam para o fundo da minha imaturidade.

Que saudade daquela idade aonde eu podia viver de uma falsa liberdade.

Intensidade, na verdade eu queria viver um pouco mais esta suavidade que sobrevoa a sociedade.

Não vivo em vão, eu encontro todas as gravuras que escondi,

Em algum lugar em mim.

Este lugar que não é oco, que também deixa de gemer quando penso sempre em desistir.

Existir, eu sempre soube que não era fácil,

Ser ágil e pratica não me serve.

E aprendi que tudo que vive aqui agora é o que me despede de quem eu estava sendo no outro instante em que me perdi...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

::A MAQUINA::

O chamado...

Sabe-se pouco da dor, da angústia e do sofrimento que nos cerca.
Por muitos anos eu pensei ter entendido uma lição majestosa.
A lição do aprofundamento da dor existente.
O que é verdade, transcende a maldade.
A maldade, transcende a dignidade.
A dignidade, transcende a virtude.
A virtude abre portas para a saudade do que se está sendo.
E estar sendo é um papel que não é nosso.
Não somos nós quem vivenciamos a vida.
Ela nos vivencia.
Os momentos passam em nós,
As lágrimas são parte de uma glória perdida.
Perder-se na glória é aceitar que depois do fracasso, vem a paz.
E a paz não é duradoura, nada permanece parado.
Tudo move-se para a direção contrária da que vivenciamos.
Porque, a vida carrega seus enigmas para longe do nosso ego.
O mistério brota da unidade, o cósmico transmite os sinais.
Podemos enlouquecer a todo tempo.
E a loucura não tem a ver com a falta de realidade.
A loucura é a própria realidade que não conseguimos viver constantemente.
Vivemos o lapso tempo no agora.
Agora é tempo, o tempo é a máquina.
Máquina de acontecimentos...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

::A vida é tão azeda::

Correndo...


Correr para onde as coisas não venham me maltratar,
Aonde o vento faz com que eu me perca nos redemoinhos.
Dentro de mim, um sentimento de solidão não me deixa dormir.
Estão suspensas as casualidades, os fatos me tornaram mais sensível.
Porque eu escolhi que preciso da dor como companheira, e ela não irá me desapontar.
Eu desmonto as casas que um dia construí com tanto esforço,
Os alicerces estavam apodrecendo e meus sonhos estão fazendo sentido.
Eu ando a mil por hora e tudo que tenho são as bagagens pesadas em minhas costas.
Porque tudo que eu creio que seja real brota da saudade de que um dia eu pude escolher ser feliz.
E eu concretizei até enquanto eu podia, mas não negarei o fracasso que me faz evoluir.
A cidade está parada e eu consigo ver as nuvens aglomerando-se diante da minha cabeça,
E nada mais faz tanto sentido quando, um vazio que me domina a estas horas.
Se você não pode acreditar em tudo que digo,
Eu posso abrir a caixa antiga e deixar que o tempo te revele o quanto tentei te salvar.
Atirei milhares de pedras no rio, e toda aquela movimentação no meu sentimento,
Aquelas falas estranguladas que saiam de mim, não faziam sentido algum,
Até que um dia, fui envolvida pela infelicidade da minha vaidade perdida.
E eu fiquei gélida, estúpida e desalmada.
Voltei do inferno, caminhando entre caminhos tortos, aonde a razão não pode me consumir,
Aonde a culpa não pode me sacanear.
Eu vou arrancar as rosas do meu jardim, e vou me envolver nos ramos e seus espinhos ácidos.
Quero sentir a dor de que um dia experimentei e pude vivenciar as tentativas que eu criei,
Sem medo de morrer a sete palmos, sem medo de ceder aos meus próprios caprichos.
Os olhos estão fechados e minha coluna dói,
Eu tenho uma flecha atravessando o meu peito!
O meu sangue é comum, não tem segredo, mas eu insisto que não consigo mais fingir que não posso sentir esta pressão que sai dos batimentos cardíacos meus, que estão ficando cada vez mais fracos.
E se eu respiro é porque eu choro, e esta ladainha me abre para o novo.
O infinito da dor... a angústia, ela quem me consome neste momento,
É ela que mistura os meus sentidos, insiste nos meus instintos...eu volto a ser primitiva...
Porque eu sofro, e sofrer tem sido áspero e cruel.
E eu tenho nojo do costume da mania, dos atos falhos, insônias suspeitas da minha ironia.
“tenho medo que o sofrimento tome conta do meu corpo.
Não é orgulho nem tristeza a vida é tão azeda.
E isso pode dar uma tragédia,
Me desculpe por não ter lhe dado atenção, são cicatrizes.
São veias que estouram para viver com asas...”

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

::ASAS::

Eu abro a minhamente para as coisas novas...

Tudo que eu tenho perdido é quase uma luta que eu tento não encarar.

Não posso ficar muito tempo jogando contra as coisas que perdi.

Eu rabisco as minhas fantasias e eu estou perindo idéias de fraqueza todo tempo.

Ando pregando meus ossos na terra a todo instante,

E minha cabeça dói só de pensar em solucionar os meus problemas.

Estou irritada com o outro mundo, e minha relação pessoal está perturbada.

O negro passou diante de meus olhos e me contaminou.

Não por agora eu prefiro ficar em silêncio, não consigo me comunicar com ninguém.

O vazio me devorou de uma vez só.

Estou abrindo as portas e fechando meus outros pensamentos claros.

A realidade tem sido tão transparente, e eu ando tão timida.

O antigo verbo não serve mais para os dias de solidão.

Profanei o espirito livre, vivi uma liberdade racional demais.

Um monte de consequencias que me deixaram tonta.

Se eu tentar narrar, eu vou contaminar as coisas que eu venho sentido,

Sinto uma certa estupidez dizendo que eu vou me afogar no meu proprio sangue...

A frustração me trás um caminho,uma abertura, um novo sentido de vida.

::PECADO::

Suor, sussurro e saliva.
Eu vou virar o seu corpo aos avessos com a ponta dos meus dedos.
Vou transbordar a sua libido.
Vou denunciar as suas fraquezas.
Vou fazer o mundo ouvir os seus gemidos.

Eu vou respirar fundo com o ar que sai dos seus pulmões,
Enquanto eu empurro o seu abdômen contra o meu.
Vou dedilhar a sua pele íntima para desdobrar os seus sentidos.
Escravizar a sua sede de amor, rasgando a sua voracidade através dos seus ouvidos.

Vou trancar sua liberdade no meu tórax,
Estilhaçar os seus olhos com a ponta dos meus cílios.
Quando você perder o fôlego, quero ressuscitá-la através dos seus sonhos eróticos reprimidos.
Vou usar o seu peito como abrigo para o meu vício infantil,
Vou cortá-la ao meio para que você saiba que estava inteira comigo.

Vou te arrastar pela cama, como se fosse conduzi-la para inferno.
Salivar em seu ventre, para demonstrar o meu paladar aguçado e atrevido.
Você não vai pode escapar, estará presa em minhas pernas,
Em meus braços seus braços serão amarrados e exprimidos.

Eu vou te deixar em transe.
Vou roubar sua sanidade com a minha loucura sexual,
Vou te transformar em uma menina com a mente pervertida.
Vou beber seu suor através dos poros do meu corpo,
Vou te seduzir até que seu prazer seja completamente por mim consumido.
Serei sua vingança, sua amante, sua mentira, sua culpa e sua perversão feminina!
Serei cada membro seu conduzido pelo meu instinto.
Arrancarei seus medos, quando seu corpo estiver trêmulo e sem vitalidade.
Serei seu liquido sagrado deslizando entre suas pernas,
Debruçarei sobre suas fendas com meus lábios úmidos pelo gosto que vem do seu pecado.
E em suas veias correrei ao contrário,
Até que você não possa mais sustentar o próprio peso do seu suplício.