terça-feira, 12 de maio de 2009

.: A CERCA:.

Eu estou vendo o fim da estrada...

 

Eu sei, eu posso sentir que meu trajeto será longo e cansativo.

Algumas realizações eu tenho feito, todas as vezes eu tento não desistir,  então renomeio o meu novo caminho.

Se faltar amor,  eu re-considero tudo que sei sobre ele, eu reviro minhas bagagens.

Estou andando naquela rua aonde encontrei uma outra vida, uma esquisita forma de palavras misturadas com meus sentimentos mais insanos.

Neste momento eu estou rasgando mil máscaras e  os rios estão cheios com minhas lágrimas.

É tão difícil permanecer aquecida quando se sabe do frio rigoroso que está lá fora.

Mas, eu posso ver uma possibilidade melhor do que eu pude imaginar até aqui.

As flores estão morrendo e as sombras estão carregadas de lembranças.

Eu não posso mais laçar a sorte e não quero desta vez pensar que, algumas vezes eu disse adeus com as mãos tremulas por de trás das cortinas.

Não é crônico, é simbólico, somente um rastro fiel de um pedaço do que eu poderia ter feito.

Não o fiz, e o que dói mais é ver as figuras, os loucos lábios da insensatez brigar com meu ego.

A mesa está posta, e os postes iluminam a minha rua, nesta noite eu só quero uma porção de vaga-lumes para dar brilho a minha solidão.

O que podemos sentir desta vez, além de estarmos exaustas daquelas certeiras recordações?

Uma alma estranha carrega minha sensibilidade para a lama, eu sei , ali reina algo negro, e eu me derreto com minhas lamúrias, eu trago a minha flexibilidade eu não posso a ela pedir ajuda.

Ela tem o molde do divino em seu corpo e minha pedra mais valiosa bate rápido demais para que ela possa congelar e ver que este é meu único bem que ela não poderá ter.

Agora você pode ver a luz, em um momento lúcido, vamos ter que não temer mais aquela loucura comum, somos feitas de pólvora, estamos prontas para a grande explosão.

É com você mesmo, eu sei que não está fácil estar satisfeita, e eu torno a dizer que, você ainda está entupida de certezas, suas teorias ainda estão cruas, você não se permite mais sonhar.

Eu tenho um rombo no peito, e uma dor insuportável na alma, a culpa não mais me faz padecer, eu estou tomando banho com aquelas antigas correntezas fortes e as ruas estarão todas alagadas até eu conseguir meu ar recuperar.

Quer uma festa para ver meu vaso de vaga-lumes?

Os cavalos fugiram do celeiro, e o pasto está cheio de margaridas, eu tenho medo daquelas patas pesadas e ferozes, cheias de sujeiras, eu tenho que proteger o que ainda tem de bom em mim.

É tudo isso mesmo?

Não eu sinto que não!

Eu assopro o céu, e inspiro profundamente trazendo as tempestades para fazerem casa em meus sentimentos, hoje eu sinto que posso ir correr depressa com esta minha tristeza.

Estou procurando alguma coisa que não seja eterna, porque, tudo que eu tive até agora que me foi ensinado como algo imortal, despejou uma grande dose de mentiras sobre o teto do meu quarto, e ficar inconsciente por agora tem sido tão caótico.

Sim, esta não é toda uma história e eu vivo os pedaços.

E estes estão sendo levados para um lugar no qual, as minhas marcas estão por toda parte nas paredes verdes.

Faça silêncio, eu anuncio o final de mais um estágio de calmaria, eu estou pulsante, inconstante vivendo um colapso infame.

Segure minhas mãos, desta vez você terá que ser forte para resistir quem seremos daqui a um instante....

 

quinta-feira, 7 de maio de 2009

.:O MURO:.

Uma tempestade me aguarda...
Se os trovões me assustassem eu não teria tanta coragem para encarar o frio que quer me consumir.
De onde vem tudo isso?
Esta sensação de dor, angústia e ando duvidando dos meus maiores sentidos.
Não posso traduzir o que em mim caminha com tanta voracidade, eu tento deixar a vida de ponta-cabeça e no final eu fico sem ar.
Abro as portas da imaginação!
O vento gelado me transporta para o terceiro mundo, as ondas são gigantescas e eu permaneço a caminhar sozinha entre os mares suspensos cheios de ódio e rancor.
Sinto cada célula de meu corpo fragmentar-se para o infinito, eu converso com o mal, eu lamento meus desejos mais íntimos, eu nego quem sou no sensível, eu vivo a falta de união do comum com o inteligível.
A proposta está feita e meu espírito vaguei no mais profundo limbo existencial.
Minhas mãos sangram, ardem, eu cuspo as virtudes antigas, eu traço um passado com uma linha negra, eu alinho os meus trotes emocionais.
O perigo me aguarda, e a noite parece interminável, eu soluço atrás de uma perdição enfurecida, um sofrimento legitimo que me arranca a saudade da vida.
A via do mais próximo sentimento, me separa da organização falha do individuo-corrompido.
Eu falo em voz baixa, os murmúrios do muro que brota do jardim secreto dos deus erguem-se em minha frente.
Não, eu não posso permanecer presa aqui novamente, tantos anos passei atrás desses muros, eu procuro o meu impiedoso inconsciente.
Alguém pode me ouvir?
Eu respiro fundo e não sinto mais os meus pulmões, eu choro, me desespero, eu não quero ficar só desta vez, a solidão me machuca, a solidão me incomoda.
Estar na posição confortável me faz odiar o vertical.
Eu flutuo, entro no abismo insano da loucura, e ali eu não tenho medo, os meus sonhos me estimulam a pular os altos muros dos deuses e eles ainda não estão presentes.
Eu vou tentar cantar aquela antiga canção materna, e nem isso pode me desconcentrar daquilo que eu tenho como objetivo.
Porque não posso escolher certas partes de mim?
Eu vou grudando as experiências e estou re-vendo o reverendo passado passar por mim, com seus passos sutis e cautelosos.
Aqui não existe uma margem e o fundo é absolutamente tentador é para lá que eu novamente me vou...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

.:LINHAS DA IMAGINAÇÃO:.

Não se fala mais sobre o individuo.
Eu, você, nós somos um conjunto de ramificações não identificadas, a identidade morre entre as linhas da imaginação.
Se eu tento descrever um ato natural, eu peco e peco feio, diante da severa forma com que aprecio o mundo com meus olhos encaixados na visão pré – fabricada pelo mundo sólido inconstante.
Não que eu não possa tentar descreve o que acontece aqui fora, mas o que está dentro de mim é um jogo de diferenças simbólicas que, quando vem a tona, transforma-se em um dialogo mudo para quem tentar compreender, isso vale para mim e para você.
De várias maneiras por muitos anos eu tenho tentado captar o que está por detrás das rochas do esquecimento, e digo que, isso não é mera ilusão que brota do meu cotidiano, eu apenas escrevo com felicidade instantânea que logo após visualizo o resultado final, encontro-me angustiada.
Sem saber o porque, eu continuo esta minha busca pelo romantismo e a trilha da novidade que nasce na briga dos opostos.
Minha potência é anônima e dizer que sempre posso vivenciar as coisas que escrevo seria uma fatalidade.
Represento minhas fantasias profundas através de um impulso que nasce do entrelaçamento do meu consciente com o meu inconsciente, este mundo para mim não é revelado, eu sou apenas um canal, uma espécie de passagem, somente isso.
Não fico triste por não mais conseguir diferenciar entre ilusão e o que está sendo realidade, quando aprendi a fundir-las, acabar com os meus conceitos humanos quando posso desempenhar o papel de intermediaria da vida pós – mortal.
Estou oscilante, e a cada linha tento retratar de forma vivida cada pedaço de vida que encontro no mundo, esta é uma tarefa muito difícil, pois, não consigo definir ali naquele instante o que estou sendo e porque estou sendo.
É um jogo de luzes, a minha mentalidade como aprendiz tem me tornado rabugenta a ponto de, eu me cansar com qualquer duvida rasteira que venha de outro que não saiba dizer que como eu não tem certeza daquilo que, lê e escreve.
Não vivo um fato isolado, nem uma vida asquerosa por isso, sei que, muitas pessoas encontram sérios problemas em descrever e conversar com as coisas do mundo interior, seja pela escrita, pintura ou até mesmo pela fala.
Sinto –me faminta, e a minha produção não equivale a tudo que eu me baseio, a minha construção tem buracos, não mais indago minha “persona” por não conseguir ir tão adiante nas representações que tento jogá-las para o mundo.
Muitas vezes tento reconhecer uma estrutura através daquilo que leio, não minto, eu vejo muitas coisas que me agradam e outras já me causam náusea.
Tenho uma perseverança com o mundo novo e seus papeis de individualização, porém, ao contrário das coisas que eu tenho buscado, ainda moram em um lado negro do outro.
Aprendi a ficar no posto de observadora durante todos estes anos, anos curtos eu diria, ainda tenho consciência do que preservo de mais jovem, e meu papel como individuo já me cansa, não estou falando que não mais sou uma forma viva, mas que atingi o ponto 0 da vida, e estou sempre recomeçando de onde minha personalidade quer me agarrar e assim me manter escrava.
Esta voracidade com que jogo as palavras ainda me irrita e profundamente, todas as minhas realizações com o coletivo tem sido amargas, porém, ainda sou cheia de esperanças.
Estou em um processo novo, tentando não mais compreender tudo, relembrando do meu passado, tomando as águas antigas, cochilando com meus atos felizes, exercendo meu papel de mulher que tenta desenrolar a psique.
É difícil, muitas vezes pensei em largar tudo ter uma vida moderna, entrar no caos de vez, mas não consigo, esta não é a vida que a vida escolheu para que eu viva.
Eu tenho deixado que os caminhos se abram, não tenho apanhado nada que venha de fora, deixo-me ser tragada pelo novo sem usar da minha vontade primária para satisfazer-me só na parte do intelecto, eu quero sempre mais...

Hoje, eu não tenho medo da loucura, tristeza ou arrependimento,
Estou a espreita do terceiro mundo, estou tentando ser tomada de vez pela vida!

terça-feira, 5 de maio de 2009

:::ALEGORIAS::

Em uma pequena hora do dia, vejo as minhas memórias fragmentadas serem corrompidas...

Se eu morrer de saudades, que eu morra sorrindo e não deixando lagrima alguma neste solo.

É o fim da tristeza por agora, hoje eu estou sendo apavorada pela sensação do outono insano, que com suas garras me prende a nova ilusão do estar.

A ilusão da existência de aprender a dizer não para os vícios da certeza do coração.

Eu me apaixono pelo lado de fora,  com o lado de dentro eu venho estabelecendo, um vínculo da inspiração dos dias negros e sombrios.

A aurora anuncia a vinda de outrem, a emoção contida me segue, me prende, desliza em meus devaneios mais inseguros.

Me despeço da razão mútua.

Eu não omito mais minhas frustrações, eu ando de lado para que a vida entre na minha frente.

Não quero mais decifrar antigas palavras, rimas, sorrisos temidos, silêncios roubados e gritos coagidos.

Eu quero o pequeno, o risco do sentir-se, mesmo que remoto seja o sentimento fora da formação da identidade.

Não quero mais reclamar aflições, hoje o dia está parado, entre atos e falhos asfaltos que riem de minha inconstância e divertem-se da minha majestosa sinceridade que não me cabe.

Falar de que?

Para que?

Deste mundo não tenho fechado portas para que os abrigos sejam reservados para os aflitos com o sistema de existência congestionado.

Vivo no pais do verde, aonde as instalações são profundas, e o povo anda faminto pela tal felicidade.

Não me venha com bondade, reciclar piedade não me cabe, eu venho de um outro lado,

Um lado sem fundo, sem beira e sem rumo.

Não tenho pressa de chegar, não tenho medo da dor e da profanação do bem estar.

Já sei sorrir e chorar, contestar e sonhar!

Minhas bagagens quando pesadas, deixo pelo meio do caminho, para novas experiências pela vida carregar.

Aprendi no movimento antropofágico a vomitar até mesmo minhas cicatrizes mais densas e que um dia pensei que eram incuráveis.

Esta falta de cura, adoecia os minhas madrugadas.

Já não vejo e nem sinto pena dos homens favorecidos pelo intelecto, eles voam, assim como eu e nada sei que entendo do que tudo um dia cai para mim no esquecimento.

Eu vivo esquecendo, aprendo algo e no instante seguinte, esqueci de quem eu estava sendo.

Enlouqueço furiosamente, tranco um terço da minha saudade para que eu possa me  prender no fundo e  prazeroso desejo contido de morar longe de mim, para sentir a  mansa vaidade que me rodeia.

Se me destino a sentir a vida, a vida terá que me afogar em tuas ondas de liberdade.

Quem dera! Se o mundo tivesse rodas, se os meus cavalos pudessem andar soltos por onde o sol não se deita.

Aonde as trevas são conciliadas com uma manhã de sol ingênuo.

Ah grande astro, se você soubesse o que por aqui se passa, não nos abandonaria tão rápido.

Mas a noite chega, e com ela também uma sensação de perda, um luto doentio me invade.

Não sei o que me falta, aonde foram parar aqueles meus pedacinhos humildes e tristonhos.

Os pedaços que ainda me restam, unem-se, fazem um balé incrível em minha mente.

Soltam suas substancias loucas, enfurecidas pelo acaso, e montam um panorama do que é estar sendo vivida pelo agora.

Ah se eu fosse poeta, se eu fosse Vivi todo tempo, se eu fosse eu ontem, se eu não esquecesse de me esquecer que já vive tempo demais para pensar somente em morrer...

terça-feira, 28 de abril de 2009

...OS OUTROS...

Existe um lado meu que não quer falar,

Eu ando por lugares escuros, eu sinto como se pudesse amar a mim mesma pela segunda vez.

Esta melancolia que nasce em mim, que recolhe minhas palavras e as carrega para minhas entranhas, agora pedem passagem.

Abaixe o radio, eu sei que talvez você possa se lembrar de uma doce canção que nos lembra do verdadeiro amor, e ele não quer ir embora.

Eu não posso cantar em voz alta, de nada adiantaria, você não pode me ouvir, o silêncio me ampara das coisa das quais não sei me deparar ainda.

Quantas vezes eu coloquei meus pés aonde não deveria, e eu não me arrependo, eu volto sempre da onde eu tive medo de partir.

Eu não posso esquecer das minhas promessas, e as vezes arde lembrar que eu não posso voltar atrás, então eu ando caminhando entre as coisas tristonhas para relembrar como um dia eu não pude ser.

Eu estou sendo alguém que tenta me concentrar nas coisas com amor, e o amor é solitário, e ele anda em pedaços.

Estou em atos e fatos, a espreita de uma ordem nova da vida, seguindo por vias seguras, eu ando leve, eu agora aprendi a voar com sutileza.

Se algum dia alguém renunciar quem você é, não chore, eu sinto que as vezes renunciamos a vida e ela sempre nos dá uma outra chance de encontrarmos nas dores algo de bom.

Restaurar aquela voz interna, eu ando conversando comigo mesmo, e eu não consigo esquecer aquela voz doce que brotava da minha mente quando eu não pude chorar magoada pelo presente, hoje eu dou risada de criança quando não posso falar com meu interior.

Eu atirei uma tinta cinza no céu, eu amo as coisas nubladas, mas a suavidade que procuro ainda está aqui em baixo, dentro das coisas mais simples.

Eu sei, eu sempre soube que algumas coisas ficaram escondidas, e o meu esconderijo tem sido uma prisão para as minhas virtudes.

Deixo a porta entre aberta, e agora eu aprendo a lição com calma, um segundo por vez.

E nem tudo poderá ser eterno e hoje ser mortal me faz ver a vida com delicadeza.

Estou em pequenos fragmentos, e então eu abro o céu!

Agora eu tenho a coragem e as certezas estão cada vez menores, estou compreendendo tudo que um dia eu quis explicar com tanta voracidade.

Apelativa eu sei, eu posso dizer que não posso ser sincera muitas vezes, eu crio uma queda e o abismo eu conheço e aquela profundidade toda me confunde.

Estou entre os muros, entre os mundos, as cicatrizes e eu sobrevivi apesar de tudo e eu estou construindo eu mesmo nas coisas mais belas sem esquecer que a dor ainda me trás um prazer momentâneo que serve para as minhas coisas mais profundas...

 

sexta-feira, 24 de abril de 2009

...A NOITE...

É um longo trajeto...as curvas do corpo perdido

Branco...pálido e marcado

Veste de vermelho os próprios lábios

Os olhos vestem um tecido desconhecido

Vem o claro e mistura –se com a escuridão

O pescoço dança em conflito com as costas

Os ouvidos esperam um toque de palavras ou suspiros

Pernas laçadas pelo desejo

O céu pinta o aroma da compaixão

Desliza a ponta dos dedos sobre o chão quente

Úmido pelo suor ...pelas lágrimas do corpo foram derramadas

Cobre-se de outro corpo

O frio não chega até sua espinha

Um toque de um lábio ao outro

Traz o fôlego perdido anteriormente

Suprido pela necessidade de ser degustado

Agora lúcida, usou sua nudez para sua própria loucura

O que ela queria, ele teve, mais além do que o permitido

Um olhar atento apreensivo, dominador, vigiam seus cílios

A tocar parte de sua face com nostalgia

É muito frágil e fácil de sentir que seu corpo está arrepiado

Se mantém longe do perigo neste momento

É abraçado com cautela e protegido com sentimentos não mais reprimidos

As mãos tocam levemente seus cabelos...suavemente sem desespero

Levanta-se frente ao espelho

A lua reluz  metade do seu corpo ainda nu

A alma veste a outra parte com arrepios para despistar o tempo

Que agora já não é mais tão percebido

Lava teu rosto com a água pura...o banho que retira a saudade

Não teve medo da insanidade agora sente-se fiel a si mesma

E conquista a liberdade!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

...TRILHOS...

Eu sei o quanto dói, o quanto machuca, o quanto arde...

Eu vejo e não entendo mais nada, porém, não deixo de sentir.

Sentir os espaços que me incomodam, as feridas que ainda são latentes,

Os estranhos conceitos meus das profundidades ainda não exploradas.

A beira do abismo não mais me pressiona, eu ando sem rumo, sem leito, sem sono.

Cavalgando entre a insônia e as perguntas que não querem calar.

Os aflitos que me afligem, que deslocam minha mente para bem longe,

Perto das nuvens negras e sofridas, pálidas e confusas.

Eu ando confusa entre noite e dia, entre céu e terra, entre mim e os outros.

Tentado arriscar as ultimas fichas, lamentações internas que querem me enterrar.

Eu não abuso da sorte, porém, não deixo de arriscar que algumas vezes eu possa estar certa de que, na verdade eu só encosto aonde os meus sentidos congelam por horas.

Que saudade de mim, da Aurora que brota do meu intimo!

Ando reparando nas construções alheias, e são tão belas, coloridas, porém, não vejo graça.

São os mesmos círculos, os quadrados relacionados com a mesmice da existência inerte.

Não me confundo, em tudo vejo mágica.

Em um amor que brota do silêncio a uma estadia temporária no mundo dos sonhos.

Sonhar hoje em dia pesa, um preço que é pouco, mas que é difícil de ser pago.

Se outrora não me descontento com balbucios externos, me confundo com meu infantil estado de sonolência incorreto.

É dia, na noite da semana seguinte, a vida me controla, e eu ando fora dos trilhos, eu ando sem vontade de não estar andando.

Eu queria voar, só isso!

Para bem longe, ou para tão perto de mim, que fosse impossível eu calcular o quanto estou alta.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

...OS OLHOS DA VIDA...

Quem disse que é fácil ter vida?
Eu não sei, eu tento todos os dias da melhor forma possível, ser movida pela vida.
Algumas vezes, sou arrogante, insensível e tão pouco sincera.
Mas não grudo em moldes, estou sempre naquelas estações de mudanças.
Não temo o inverno e nem a quentura do intenso calor.
Algemas resistentes ainda não inventaram para aprisionar a minha imaginação.
Ando tão grata com a vida, que minha existência as vezes rugi, e é doce.
Doce, põem doce nisso, tenho experimentado um dia de cada vez.
E cada vez que vivo um dia, eu sei que estou sendo vivida por mil vezes, pela esperança.
Não consigo deixar de acreditar nos instantes, bons ou ruins, não importa mais.
Com o tempo aprendi a mastigar minhas mesquinharias, e foi bom, mas o gosto, ecati!
Ah vida, me viva, me sinta, porque eu ando espreitando os acasos que você me envia.
Deixo as portas da mente abertas para você, e não me desanimo com a inércia dos acasos.
Uma gota por vez, não quero transbordar jamais, quero alargar-me para o infinito.
Quero ir de encontro ao passado, viver o infortunado destino se assim eu o tiver escolhido.
A solidão já não me inunda, e a companhia de meus entes queridos não me desarmam da felicidade.
Clandestina como diria Lispector!!!
São teias, milhares delas, importando e exportando informações para mim.
Meu ego já não anda tão resistente, minha fala já não me estrangula,
Eu cuspo fora o que me abate, faço poesia para que a nostalgia não me insulte.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

...A ESTRADA...

Quando minha casa está vazia, ouço as batidas do meu coração...

Eu sorrio como uma boa pessoa, eu tento ser forte... e isso me doma.

Posso gritar esta noite?

Só um pouco para dizer que eu preciso estar viva por mais um segundo?

Tudo que eu construo, são frutos e eu ando tão para baixo.

Eu arranquei um pedaço do meu coração, eu ando estreitando as minhas vontades,

Calando as minhas dúzias de verdades para viver uma mentira razoável.

E eu erro!

Sim, eu sei, isso é perigoso, então eu choro.

Aquelas arvores ainda sorriem para mim,

E as vozes estão mais altas do que nunca, as pessoas conversam, fingem que eu não estou ali.

Por aqui, a felicidade passa e leva suas bagagens, eu já não suporto mais estar vazia.

Está tudo tão pesado e o silêncio vem por trás da porta, invade minha ilusão.

Um pouco de vida, uma lasca de morte, eu estou vibrando com as sensações.

Não posso fazer tudo ficar bem tão rápido, e a alta velocidade arranca minha lucidez.

Estes dias eu ando pálida e os carros estão se chocando na minha mente.

Faça barulho, eu preciso ouvir algo que não seja meu,

Diga-me o que o sonho mais louco significa para você.

Eu preciso que alguém saiba, que eu sempre soube, e que eu sempre prefiro esquecer quem eu estava sendo...

É tão doce, e o amargo é uma delicia, eu ando sentindo o destino quebrar meus muros,

Estou tão cansada, e o meu instinto pede para que eu vá dormir.

Então não me deixe entorpecer minha existência com tão pouco.

Vim de tão longe, e a estrada parece interminável.

As horas por aqui, são fracionada por sentimentos, e parece sempre a última vez.

A minha inocência me interroga toda vez que eu digo que estou viva!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

...A FURIA DO MAR...

As cortinas que dão acesso as trevas estão abertas...

Eu tenho levantado da cama com febre de 40 graus,

Troco os passos com os acasos,

Me transvisto de humana, eu estou ferida!

Estou em vinte lugares ao mesmo tempo, eu tenho ficado longe da claridade.

Suspendo minha imaginação para o lado escuro,

E o escuro tem sido meu amigo.

A chuva que não cessa, a água santa que não mais me purifica.

As pessoas estão distantes e a morte não é certa.

Eu estou atrás, eu caminho em direção a minha própria sombra.

Minhas calorosas trevas, para onde eu sempre corro quando,

Sinto que, o perigo quer dormir comigo só mais uma noite.

Minhas palavras são curtas e minha vontade de ter coragem está alargando-se.

A cama está preparada, e a solidão me aguarda.

Estou a espreita de um novo caminho, de um novo chamado.

Os meus amigos dizem que tudo ficará bem,

E eu os vejo distantes, traçando corridas tortuosas!

Eu tenho respeitado meu tempo e o tempo tem sido curto, ácido e nostálgico.

Algumas coisas passeiam com um ritmo preguiçoso, e minha consciência parece querer falir.

A minha liberdade quem roubou?

Aonde foi que eu deixei de falar quando, minha boca estava trancafiando silabas distorcidas?

E eu choro, a noite toda, e eu me levanto com os olhos da primavera passada.

Não mais tenho a felicidade, tudo parece sempre conturbado.

Barbantes enroscam-se em minhas entranhas, hoje eu estou de cara com o diabo.

Dormi comigo tem sido insuportável, a falsa replica da sinceridade tem me perturbado.

Tenho sido eu , em mim, fora de controle.

Eu perdi o sentido, recuperando a melancolia, não mais no porto seguro,

Estou vagando entre os mares furiosos da inconsciência.

E eu sinto que irei novamente me perder....

quinta-feira, 2 de abril de 2009

...EFEITO DO INSTANTE...

Essa será  uma tempestade forte...

Tudo o que era meu, vi carregado por aquelas águas negras.

Não falo de um acordo com o meu próprio intelecto, eu ando por lugares aonde eu deixo o meu rastro de forma triste.

Não digo que não sou feliz, mas a minha felicidade ainda é muito obscura.

Os atos da minha falta de razão refletem no meu dia –a – dia, acabei por viver uma constante vivência de falta de tempo para eu mesmo.

O que acontece comigo desta vez?

Sinto – me tão pequena e magoada, feito criança chorona esperando a mãe para nutrir o mundo fantasmagórico.

Se já não me bastasse, agora tenho que fazer meus esforços matinais, acordar tem sido um pesadelo.

A luz da manhã, não mais é poesia, são aquelas crônicas que eu lia quando adolescente.

Por deus!

O despertar, a intuição, aquela paixão que sinto quando tenho coragem de dizer a vida que estou pronta para ser vivida por ela.

Solitária, vivo uma drama sem foco, meu pensamento substancial ainda é expansivo, eu me perco nas linhas por excesso de equívocos, por considerações tão intimas que, sou capaz de fazer sexo sem usar a genitália para transportar o prazer cósmico para o meu corpo.

Recolher tudo de novo, já que os ventos não podem resumir os ritmos cardíacos que tem, acolhido minhas horas de sofrimento, eu vivo um sonho horrível noturno.

Vamos lá, eu sempre preciso morrer todos os dias, é um luto quase cruel, mas confesso, delicio-me com minhas próprias fantasias.

Do passado mais distante, eu traço minha contestação sobre a individualidade que anda com suas milhares de pernas pelo mundo, procurando um abrigo raso, com medo do ego ser tão profundo.

Que consciência de ego traído este meu!

De fato, estou um pouco mais que apaixonada desta vez, eu sinto!

Pressinto que neste sólido “estar”,  ando sendo alvo do inconsciente mais latente, que de tão ardente, queima-me como brasa, arranca-me este coração e transporta-me para o sub-mundo-vivido.

Já senti muitas coisas pelas quais, fiquei longe do instante verdadeiro, aquele instante pelo qual, eu não trocaria a eternidade, sim, aqueles instantes em que, sou feliz, e esqueço  o porque disso.

Esta descontinuidade deformada da minha existência, me torna criativa, as vezes destrutiva, por outras, sou eu mesmo vivendo o outro com intensidade. 

Que papo é esse, meu altruísmo ainda tenta me deixar muda!

Por outro lado, entregam –me um esquema ingênuo, neurótico e infantil que guardo na minha mente a sete chaves.

Tempo ainda é tempo, e eu quando o vivo , ainda sou muito teórica. Livrai-me disto! Lave-me imaginação!

Eu não quero que tudo dure para sempre, eu apenas quero que tudo dure um tempo, suficiente para que eu , consiga imortalizar o que senti durante a passagem dele.

 

segunda-feira, 23 de março de 2009

...PAINEIS...

Eu sinto, eu posso sentir...

 

Ela aborta suas necessidades, ela está atravessando o rio da dor.

Os ventos são fortes e ela não desiste de dançar.

Os pratos estão todos sujos, as compreensões estão desgastadas.

Reorganizando tudo, ela irá explodir!

Ela está andando fora dos trilhos, eu posso reparar nos seus riscos mais profundos.

Agora eu  não posso lhe dar a mão, o tempo está curto e eu estou separada do mundo.

É fácil, tão fácil, eu vejo a dor, eu vejo a tristeza rondar o medo dela.

A felicidade está apertada, e os olhos dela vivem úmidos.

Eu quero desatar os nós, eu quero destruir os vínculos que temos com a saudade.

Ela suja sua mente, ela abusa do mal que quer o seu próprio corpo destruir.

Ela não quer que o tempo acabe...ela não quer o tempo!

Para onde estamos indo desta vez?

Eu tenho que usar o “nós”, pois, sinto que estou andando rápido demais,

A ponto de ver as janelas abrirem e fecharem muito lentamente.

As conseqüências, para onde estamos indo, para o barco que vive sozinho no fundo do oceano triste.

Que lugar é esse que eu cismo em tentar descrever?

Sorria, seus lábios não podem mais anunciar o seu rancor.

Lá fora todos estão vivos, e aqui o frio é matador.

Os ossos congelados, o rosto arruinado pelas expressões de inércia.

Mantenha –se viva!

Acorde, as nuvens ainda estão lá foras para lavar a sua angústia...

 

sexta-feira, 13 de março de 2009

...SUB MUNDO...

Sinto o gosto do amanhecer secar os meus lábios...

 

Eu ouço o som vindo do meu peito,

Meu coração está em chamas.

Não mais sou triste, não mais triste, por delirar.

O que então sinto que, tanto pressinto triunfar em mim uma criativa vontade de sonhar?

Eu me afogo na atualidade.

Mas volto a ter ar,  no clássico romantismo do eu, calado.

Sinto –me um embrião, louca, com meus devaneios rastejando em meus cabelos.

O desprezo do meu ventre, faz minha mente rodopiar.

Delicados movimentos suaves, agitam as árvores que brotam dos meus pensamentos.

Alguns deles muito insanos, outros carregados com a leveza da minha infância.

Não sinto cheiro de medo, eu ando ausente em acomodar-me com antigos hábitos noturnos.

Aqueles que, alimentam meu passado e fecham as cortinas do meu consciente.

Que chovam os pálidos olhos modernos.

Tudo em mim, nasce do impacto.

Vale dizer que, não prossigo com batalhas cansadas.

Já bebi todo suor que vivia escondido nas minhas feridas juvenis.

Agora as figuras estão caindo no penhasco.

Observo-me atenta, obscuramente não tenho mais vigiado a minha insegurança.

Esbarro no sarcasmo!

Não posso subtrair as sentenças pelas quais, fui julgada e punida pelos fenômenos do mundo.

Eu sempre vejo as portas sendo abertas pelo destino.

Não como previsão, mas como sentido do sensível tocando-me o útero molestado pela vaidade.

Vida humana, vida sub-mundana, vida dentro do sol, o colapso estéril.

Ando histérica e cheia de gente.

Caminho entre os arbustos negros aterrorizados com suas histórias míticas.

A energia é de queimar qualquer karma,

E a experiência é feroz como um bruto desfecho com a alma.

Não mais viverei eu sob a verdade,

Ela agora viverá sobre mim.

Vou restitui-me!

Agarro o acaso pelas pernas, resistindo o doce gosto do prazer momentâneo...

Empenho-me nas palavras par dizer que, hoje eu não vou ser covarde!

Agora o domínio custa caro, e o enigma da vida brota no tédio do cansaço.

Nem mais consigo eu, dormir... exponho-me ao léu.

Nos mundos, sub-mundos, aterrada com sucatas de experiências desafinadas.

Fiquei muda!

Mudei!

 

quarta-feira, 11 de março de 2009

...IDENTIDADE...

Alguém me diz que, eu preciso sorrir.

Mesmo que seja este meu sorriso calado de canto envergonhado, eu tento.

A vida anda em linhas tortas, e eu ando desgovernada.

O tempo anda rápido e as minhas pernas estão cansadas demais deste ritmo louco.

A intensidade me acompanha, nos abraços da saudade eu continuo caminhando.

A lentidão da manhã deita nos meus braços, em traços eu desenho minha humildade.

Se eu não fosse humana, seria um animal que vaga entre as luzes perdidas da cidade,

Procurando abrigo nas horas escuras desta metrópole covarde.

Então, alguém vê a escuridão, por onde eu atravesso instantes cheia de descontentamento?

Não é preciso, é esta a necessidade na qual, vivo atropelando a minha sinceridade.

Um vulgo, um sensível vulgo, a densidade das paixões caem sobre terra.

Eu amo um atraso atrás do outro, eu vivo um antecedente social.

Não existe uma precária situação moral, existe um vinculo social atrapalhado.

Eu fecho meus olhos e o que vejo, novamente um delírio sob um sol de 40 graus.

As minhas mãos estão frias, e hoje o aconchego da minha alma, não basta!

Eu crio situações em que, eu possa estar confortável com o mundo que eu construo,

A partir das coisas que eu tenho visto nos meus sonhos.

Ali, contos de fadas e realidades misturam-se em um perfeito balé de sentimentos.

A tristeza me acompanha, não me sinto tão mal, sinto –me apenas responsável pela dor que,

Atravessa meu sorriso e morre no meu coração.

Eu não aprendi a dizer as coisas que estão no meu ego, meu ego anda infantil demais,

Chorando, trabalhando, constituindo a minha fala egoíca – sensorial.

Ah quem diga que, eu possa morrer tentando descobrir a vida.

A vida morre todos os dias, e eu renasço em um estardalhaço da minha existência.

E, existir, é difícil, complexo e mui prazeroso.

Viver diante do bem e do mal, trás de volta a minha paz, leveza e paixão pelo desconhecido.

Estou conectada a algo que não sei descrever, não monto planos, eles me consomem.

Sou possuída pelo agora, e agora eu vivo intensamente este viver dentro do mundo substancial.

O imaginário cria a minha identidade que, perco todas as vezes que tento manter uma certeza.

Eu desmonto a vida, preencho meus vazios e logo, volto a ser o que eu não imaginei que seria.

Eu, no outro eu, sendo teu no meu eu !

quinta-feira, 5 de março de 2009

...EXIGENCIA...

Então, eu ouvia todo aquele barulho que brotava dentro de mim...

 

Meus lábios mexiam –se mas nada diziam!

Em nome de que eu estava muda?

Parecia que meus olhos estavam prestes a explodir de vez, a imensidão da minha dor, era mais do física e sentimental, era divina!

Pouco importava para mim, prestei atenção nos ângulos de minha existência que queriam me prender neste lugar estranho chamado , desconhecido.

Não fui grossa, em nenhum momento eu me abstive de dizer nada, por isso a luz apagou-se lentamente.

Que maldito diálogo era aquele?

Eu falava mais de que meus ouvidos mereciam de presente. Eu estava ali apenas atuando como julgadora.

Lagrimas finas, com camadas de solidão áspera, quase vulgar.

E esta necessidade terrível de praticar o sistema evolutivo mental, causou-me náusea.

O que era aquilo que brotava de mim?

Lamas escorriam pelos meus olhos, meus pés inchados de tanta persistência, eu não queria descansar, queria o fim de tudo.

Não era esse o real prazer das coisas, eu ainda fico tremula quando penso que o peso da minha consciência  causa atraso na minha imanência.

Minhas veias pareciam vermes gigantes, prontos para cuspir ódio.

Era inegavelmente um sonho dentro de uma vida sonhada.

Um inferno, eu vivi um inferno em menos de uma vida toda.

Que sofrimento voraz este que me consome?

É mais do que amor, é como querer morrer amando eternamente, não faço sentido algum neste momento.

Vou perpetuando algumas conseqüências, o dia de abrir a mente e deixar a lua me banhar de escuridão.

Ora ora, não sei mais ser tão mórbida, brinco com a realidade como se ela fosse irreal.

Mas olha, que grandiosa diferença faz pensar em mim neste segundo....

Pensar, olhar, reclamar, chorar e ser mimada por mim mesma.

E tudo por causa de, sei lá o que acontece quando eu penso sozinha no meu quarto.

As horas ali parecem intermináveis, mas eu existo, bom, até onde eu sei, existo e preciso ser absolvida pela minha própria moral.

Ser sensível não era possível para mim ser neste instante.

Eu me teria usada por anos... as minhas bordas estavam arregaçadas pela angústia.

Fui infernal e livre, não me preocupando com o quanto eu teria de me contorcer para entrar neste mundo.

E cá estou eu!

Pequena....

terça-feira, 3 de março de 2009

....ABSURDOS...

o que realmente acontecia que eu não estava percebendo que poderia mudar?

Falo do que reina dentro, lá no fundo da minha alma!

Quanto acatamento de regras, reportar ao fundo da minha existência uma salvação para os meus dias de morte.

Eu ando perdida, carregando esperança debaixo dos braços cansados, fadiga múltipla de quem, obviamente trata-se de uma viajante.

Um ventre que não assopra os ventos do oriente, eu parecida mais com uma idosa cheia de evidencias de uma juventude pouco ingênua.

Dezenas de pensamentos rodeiam os meus ancestrais sucessores da minha carência.

Não vou falar que não farejo maldade de longe, meu faro é de loba, não tem mistério,

Quando aprendi a abrir-me para os jornais dos mortos, reparei o quanto estava mística.

Ao mesmo tempo que nas recordações eu me perdia, eu recriava um mundo cheio de ossos,

Valiosos, um trânsito pesado de sentidos violados.

Eu nunca temi a morte, mas, corria da vida quando ela tentava me abraçar.

Hoje, apesar da pouca distancia de mim mesmo, aprendi a revogar os meus direitos,

A bater as perninhas quando a minha fonte do desconhecido se esgota.

Abro-me ao novo!

Em poucos minutos vou deixando este mundo...

Em um piscar de olhos, resolvo não mais pronunciar a vaidade que está contida em minha alma.

Quantas luzes, vagalumes loucos, fibras energéticas desfilando na minha frente,

Pudera eu, cheia de descompostura as vezes irrito-me até mesmo com a cor do céu.

Pobre de mim!

Não vou falar mal dos indícios porque, eu não tenho vida irreversível.

Certamente seria um absurdo eu concordar que estou o tempo todo perdida, pois,

Justamente quando estou perdida, entro em um caminho pelo qual já conhecia.

Que diabos eu quero também, vivo sempre rodeando os anfitriões do destino,

Eles as vezes fazem pouco caso e não dão um só sinal de vida quando quero.

Não podem eles imaginar até que ponto eu estou aflita esperando respostas.

É um golpe baixo, eventualidades espalhadas pelos cantos obscuros da minha consciência.

Dali, brotam simbologias, inevitavelmente eu vivo o sonho do nunca – mais.

Vou eu dizer para o mundo que não sou isso mesmo, majestade!

Tratando-se de um assunto um tanto que medíocre, falar de mim, já é absurdo.

Aprendi a ser delicada, boas noites de falta de sono, lá fora eu resgatei a minha permanência suave nesta noz.

Primeiro eu resolvo voar, agora quero fincar-me de vez neste mundo, ah vivi!

Lembrei – me de outonos quentes, de invernos pavorosos, de primaveras sutis, e cai no maior verão cheio de tempestades.

Os devaneios que tanto amo, acolhem – me do falso paraíso.

Estou só, por este caminho, meu coração, dominado pela sensação do novo.

O amor por aqui não grita e nem geme, ele sussurra baixinho, satisfeito.

Se eu resolver morrer de novo, não abstenho- me de sentir a eminência me tocar.

Estou refrescando a mente, a maré está alta.

Está por vir a grande lua cheia!!!!

sábado, 28 de fevereiro de 2009

::JAIL::

A jaula está aberta!
E os truques não estão nas mangas, e os olhos escuros se escondem entre os famintos diálogos exaustos.
A temperatura da cobiça está em alta, a deselegância bate as portas do coração.
Temor, genialidade genuína, abracadabra!
As lanças estão afiadas, os desejos apontados para o céu.
A torre está caindo, a carruagem aproxima-se do bosque!
Não adianta ser leigo, e a inteligência brota do sensível.
A desordem está armada as freqüências estão desorientadas.
A anfitriã tirou férias e não sabes se volta para este mundo.
A caçadora anda comendo carne humana, devorando o sexo frágil coagido.
A dominação encontra repouso no ar e os ventos são pavorosos.
Tempestades aproximam-se do horizonte cinza, e as paredes verdes ao de cair.
A mente está voltada para a fresta da obscuridade.
O mistério chama, a vida cala-se, a vontade de existir clama por silêncio!
Estou levando a vida sussurrando, baixinho, no ouvido do invisível...