quarta-feira, 25 de junho de 2008
...FOLHAS MORTAS...
Com suas alegrias e tristezas.
Falo com uma linguagem secreta sobre minha vivência
Fixo o momento da minha chegada ao mundo dos sonhos
Impecavelmente uso a roupa da alma para falar de dor e do amor.
Quebro a melancolia, observando a minha gentil presença a notar que,
Os instantes são marcantes, por isso por mim passam de forma sensível.
Vou varrendo lentamente todas as folhas mortas no quintal, na tentativa de ver um novo limpo surgir diante de meus olhos.
Tempestade, velha amiga, com seus truques perversos,
Vem bater com força na minha janela, usando de seu vento gelado para me deixar desconfortável no berço do mistério.
É quarta – feira, cheia de saudades,
Hoje estou exagerada, envolvida pelo tempo que, atrai as minhas lembranças de quem eu fui.
Vejo os pássaros ensaiarem antigas canções para embalar corações aflitos, cheios de remorsos.
Deixo as minhas tragédias debaixo do travesseiro, aquecidas, enfurecidas, amanhecidas...
Faço a travessia pelo rio, o rio do esquecimento matinal.
Não ouso desiludir a minha existência com cartas antigas, que agridem todo um baralho cheio de reis e rainhas com seus arcanos deslumbrantes e cheios de segredos sobre o universo substancial.
Sim, o dia chega, claro, bem tranqüilo, se faz então o astro gigantesco a ofuscar a minha manhã.
Desloco minha ira, para os cantos do meu quarto, já não estou mais sozinha, a casa não encontra-se mais vazia.
Acompanho a sonolência das horas, uma por uma.
Contudo, não deixo de vestir a poesia em meus pensamentos, por mais loucos que sejam.
Sou longa, não infinita, sou breve e atrevida quando sinto que, estou sendo sentida.
Não revelo, apago as luzes para as intrigas, ora que de vez enquanto me ajudam a encostar na beira da reflexão do impulso que, nasce dentro e é puxado para fora em alta velocidade.
Estou em atos, atalhos, que misturam –se para juntos abrirem meus novos caminhos.
Um sinal, uma prega na saia do destino!
Ah se um dia eu puder descrever tudo que me é sentido, ficaria tão feliz e tão intima com minhas fantasias, que morreria...
sexta-feira, 20 de junho de 2008
...NOTURNA...
E sinto minha respiração ofegante, eu estou caindo em nuvens negras,
Vendo o céu transformar-se nos meus olhos atrevidos, sem destino.
A dor minha amante intima, que adormece nos braços da minha solidão,
Corre louca com as pernas do presente, e invade a minha alma!
Meu coração está pintado de preto, e eu sinto meu sangue coagular.
O meu instinto furioso, toma minha bondade, agora eu sou metade minha,
A outra desmancha-se na brisa suave da noite que invade o meu quarto.
Vida, com seus romances cheios de insanidade e torturas,
Um sexo sem doçura, apenas age de modo que, o prazer faça adoecer!
O toque do sensível com as garras de uma fera selvagem sem freios,
Correndo em direção ao meu peito, o perigo fascina o meu espírito.
Estou rastejando, e estar a 7 palmos sempre, faz de mim uma dominadora de sentidos.
Estou definhando, envolvida pelas camadas de nevoeiros sagrados.
O resto, aglutina-se com o que ainda não foi consumido.
Todos dias parece que estou indo embora, mas voltando sempre para longe de tudo.
Esta quentura insuportável, faz com que eu sinta meu corpo levitar.
Olho no espelho em uma galeria cheia de imagens gritando pela minha liberdade.
Vou ter que voltar para a floresta, aonde as folhas deixam meus rastros vazios.
O secreto se revela, e eu tenho vontade de devorar tudo que está ao meu redor.
Sinto o gosto da certeza revirada, e isso trás o mistério para perto de mim,
Isso faz com que eu tenha força para esmagar os meus ossos com a pressão do meu pensar.
São as trevas se manifestando, e hoje eu me sinto tão bem!
As casas estão destruídas e as ruas encharcadas com minhas lamentações,
A beira do abismo fica cada vez mais distante,
O fim não chega, a tarde não adormece, e eu apenas continuo sendo fluida,
Desmanchando o romance terreno, presa pela atração astral...
quarta-feira, 18 de junho de 2008
...RITO...
De alguma forma, estamos sempre a lançar nossos maiores segredos, a beira do mundo, e essa beira da margem suja e tão rasa, de alguma forma busca sentidos pelos quais, já quebramos espadas a muitos anos (luz) atrás...
Cansativo, quase que torna nossa alma imortal, porque, toda vez que entramos em contato com a escoria alheia, enfrentamos os mesmos duelos irônicos causados por nós mesmos. Essa dança da escuridão com a luz, que tanto nos traga para o berço do mistério, admito ser tão majestosa que, perco os sentidos deitando – me de ponta – cabeça no colo dos meus entes queridos, para buscar no útero da vivência um fenômeno para cultivar a esperança que tanto prezo e busco sabedoria para lidar com a mesma.
Realizar a vida de uma forma saudável, faz com que muitas vezes, entreguemos os nossos sonhos para o baixo estado sonolento natural.Ali, acontecem milhares de projeções, nossas almas transcendem até o ponto mais ardente e voltam congeladas para o imanente mundo das escolhas. O possível ato de existir convivendo com seus mistérios verticais e horizontais, faz de nós, grandes pacientes da dor do inexplicável universo das realizações cabalísticas!
Existir, persistir, persuadir com as entranhas do arco que enverga a vida, causando assim a sensação da perturbante causa do efeito sentido pelo ventre do existencial, ser – vivido, que vive a prática do “rito” antigo da conseqüência sincronizada do passado presente sem futuro na sensível atmosfera do desconhecido útero não revelado. Anjos ou demônios, não importa, a fantasia do enxergar a diante, nos mobiliza a reconhecer que não temos verdades alheias, e que, tudo que nos rodeia, nos consome, por isso somos trevas a todo tempo, disso surge o efeito de nunca sermos notados pelo que estamos sendo, e sim pelo que querem que sejamos naquele ato – marcado. A estrada é longa, e não temos um limite que estabeleça um elo entre nossa alma velada pelo universo e o tempo que rasga a nossa finitude em duas fases: o nascimento e a morte do falso nascer.
Não andamos mais cobertos, uma vez que, já temos a consciência de tantas máscaras que temos de usar e tirar toda hora, e que nunca mais esqueçamos de deixá-las atrás da porta, porque ali trancafiamos o que o instante quer nos conceber, uma ruptura.
terça-feira, 17 de junho de 2008
...ANUNCIO...
E não sabe como retirar as diferenças do seu coração,
O mundo atravessa os olhos como raios loucos,
Que tragam suas lágrimas do intimo e as lança para seu rosto.
Eu esta noite não posso insistir para que o tempo passe,
Ele entra e sai de dentro da minha mente.
Estou sendo consumida pelo nada, o real conversa com o meu itinerário astral.
E sim, eu posso enlouquecer e ver deus nos olhos do demônio furioso,
Mas isso não faz com que, eu deixe as torres afundarem em meus pensamentos.
Tem sido tão difícil estar nítida para o mundo, e o mundo tropeça nas minhas beiradas.
Vejo lanças por todos os lado, sinto o sangue sujo jorrar de meu peito,
Abrindo assim passagem para a limpeza transcendente.
Sim, eu escrevi muitas coisas, e gastei todas as minhas palavras,
E isso não tem sido mais o suficiente, pois eu estou sem verbos para construir,
O que eu ando conhecendo dentro de mim.
Estou no sub – solo, destilando as minhas tristeza,
Destruindo as montanhas de pedras, e eu sinto que isso pode me enfraquecer.
Mas eu lhe digo, isso é tão pouco real, que não sei se existo aqui.
Isso tudo não justifica a minha performance, e eu não sei como sair do imaginário.
Não, eu realmente não preciso pensar que posso vir –a –ser inconstante,
Minhas mudanças não são perceptíveis para quem não busca o mistério.
Estou voltando para casa, com os olhos cheios de lágrimas,
E um pulmão cheio de suspiros aprisionados, o meu sangue já transbordou.
Preciso de um abraço que triture os meus ossos, e que me traga a dor real de volta...
A miragem está próxima, e os meus sonhos deslizam como meninos fanáticos por pesadelos.
Estou sendo familiar quando quero estar no final das coisas que não tem um começo certo.
As mesas estão viradas, e o meu universo está bagunçado, todo aos avessos,
E o mal anda tão faminto, e o meu bem, tem feito de mim uma sombra catastrófica.
Os telhados não suportam mais minhas lágrimas, e o fogo está sendo aceso esta noite.
As arvores perseguem os meus passos, e as ruas são como amantes do peso da minha alma.
Os caminhos enrolam-se, criando assim os meus devaneios eróticos, com suas formas majestosas.
Estou em mim, fora de tudo, dentro de todos, e fora do meu próprio alcance,
Apaixonada pelo instante, sentido o que é meu, passar por dentro dos meus órgãos.
Caminhando sobre nuvens negras com seus trovoes anunciadores de tragédias individuais.
Mesmo com tantas perseguições, sinto como se eu estivesse anestesiada,
Esperando a ultima flecha sinaleira indicar o fenômeno da vida!
quarta-feira, 11 de junho de 2008
...CALDEIRÃO DOS DEUSES...
Com os sentidos marcados pela ação do tempo.
O dia do hoje, a vontade da morte anuncia mais um salto ao desconhecido.
A presença do dia que não consegue mais levantar no horizonte.
As portas que fecham –se por dentro, as fechaduras do inconsciente enferrujadas.
Converso com a linha dos acontecimentos e ela vibra, me hipnotiza, me fere!
A abordagem perfeita do que não é compreensível, o elo do nada com o agora,
A sensação de que as sombras escondem os olhos insanos do projeto clássico,
Do ausente exterior que, busca em cada dia uma nova visão do que vê dentro de si.
Milhares de ramificações, o simples com a falsa claridade, as trevas, com suas enormes garras,
Arrancando máscara por máscara, dolorido processo que não pode ser deixado de lado.
Algumas vezes os braços não alcançam o infinito, por isso tentamos voar para longe,
Migrar nosso entendimento, seguindo os rastros de existência misteriosa de outrem…
O compromisso com o nunca, a corrida para o absurdo, a loucura de viver na sanidade buscando a conciliação com falsas verdades.
Tempero mágico, VIDA dentro do caldeirão dos deuses enfurecidos com suas naturezas terrificantes,
O choque de chegar a terra, a leveza do cosmo que, domina o terreno com sua força cautelosa.
O brilho da foice que ceifa a podridão, lentamente , tão devagar, que corta o termo em milhares de pedaços, o universo unifica a vivência e o tempo articula a separação dos sentidos...
quarta-feira, 4 de junho de 2008
...THE VOID..
Agora eu posso contar com o amor e com o ódio.
As vezes eu brinco de ser paciente, quando estou pedindo paz para minha imaginação.
Vejo as travessuras sem sentido contaminando a minha mente,
Pedindo para que eu acorde, porque eu estou sempre pedindo para ficar dentro de minha alma.
Se eu penso na tempestade, logo ela chega, com seus raios de piedade,
Não temo a sanidade que não tenha valor, para uma flor que, não pode nascer mais,
Peço então desculpas, pois, as coisas vão tomando forma em minhas idéias,
E então eu acabo procurando perspectivas aonde os processos estão em decomposição.
Sim, eu me atrevo a ter esperanças, quando o mundo está sendo sacudido por dentro.
Tudo isso machuca e muito, mas eu não tenho medo da força da minha sensibilidade,
Sei receber tão pouco, e aprendi com tantos erros a dar tudo, sem medo do vazio.
Os olhos estão entre – abertos, e agora sinto que não posso ser uma virgem por isso.
Vejo as coisas formarem-se bem devagarzinho, e tem sido um caminho esplendido.
Se eu não posso viver por ninguém, então eu construo um pedaço de carne saudável,
Aqui no meio do meu peito, para aconchegar os meus queridos, que são tão poucos.
Nas minhas sombras, existe compaixão, o amor não deixa de imperar,
Porém, nunca peço complacência quando eu estiver errando feio.
Aqui por dentro, existe uma alma louca, que corre de um lado para o outro,
Que pensa que tudo tem um sentido mágico, que quer o instante brilhando sempre,
Mas ele sempre vai embora, e eu em silêncio, presencio a despedida do fenômeno.
Abra as janelas, eu não me importo se suas visões ainda fazem da sua vida,
Um pedestal cheio de deuses mortos e condenados por sua satisfação.
Não tenho a ocupação rasteira, de abrir a boca para ser a sua fraqueza,
Não quero ser substituída por um pensamento que não pode agir em função de um bem estar.
Tenho minhas pretensões, e isso as vezes faz com que, eu adoeça por semanas,
Com a sensação de estar dentro de um buraco negro, esperando amanhecer para sair...
terça-feira, 3 de junho de 2008
...REPETIR...
As ruas cada vez mais loucas e cheias de sentidos obscuros.
Alguém pede para ser salvo na outra esquina,
E eu procurando alguma maneira de não ser tão vulnerável.
Se eu pudesse escolher um instante, eu brigaria com o tempo,
Pois, tudo o que eu vivi, foi importante, por mais que tenha me magoado.
E quando as coisas pedem uma segunda chance,
Eu grito, quase perco a voz, porque eu fiz a escolha de não ficar em silêncio.
Talvez o sol não possa iluminar promessas,
E a escuridão não seja capaz de esconder nossos martírios,
Surge o renascimento, mas parece que ninguém pode justificar a decepção,
De querer sempre entender as virtudes da vida, através das frustrações repentinas.
Não tem como dizer que não foi nada demais,
Quando nos envolvemos com as nossas próprias esperanças,
Massacrando assim muitas das vezes as nossas emoções.
Dar um pouco de si, virou insanidade, quase sem futuro.
Procurar um motivo ruim dentro de si, quando parece que estamos trocando de nome toda hora e vestindo sempre uma roupagem antiga em um momento inadequado.
E falar de você, de mim, não tem um fundo,
Os olhos estão apontados para o peito, e o coração parece uma bomba prestes a explodir,
E mesmo assim nos arriscamos tanto...
Porque “Eros” é uma criança brincalhona, mas quando assumimos a identidade dentro do que amamos, despejamos a vida em todos os cantos, por todas as bordas, e então, esperamos ver o coração manifestar o intimo gozo de estar nos mantendo sensíveis a nós mesmos.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
...VERTICAL...
Não suspender as duvidas até o céu, o encanto do desencontro, lança suas chamas para dentro do meus olhos.
Os telhados imóveis, agora estão pegando fogo, a demolição da entidade apavorada pelo tempo minucioso que, posso sentir passar entre meus dedos, acabando assim com a minha sede de dormir para não mais acordar.
A quem diga: enlouqueceu mulher?
Para esses eu respondo com astucia: Enlouqueci não, eu sempre fui louca, mergulhando em meus devaneios, arrancando as colchas de retalho do imaginário, contrapondo dimensões entre mundos noturnos tão pouco perceptíveis para quem escolheu estar dormindo.
E de repente, um lapso, o mundo em milhares de pedaços, a virgindade do caos atrofiado pelos monótonos desejos resgatados através da linguagem imperfeita de quem, vive tentando engolir a verdade nua e crua, coitados, se esqueceram novamente da lição do universo: são muitas máscaras, muitíssimas vertentes de consumo de verdades, meias- verdades nas pernas do fenômeno.
Não existe o laço desta liberdade com libertinagem fluida, que escorre pelos arredores do substancial violentado pelo urbano masoquista.
O acaso é o sexo dos deuses clássicos com os contemporâneos! Orgasmo existencial.
Medo, escória cada vez mais tentadora, com seus tentáculos superficiais que puxam as almas dos corpos pútridos que, amanhecem e adormecem, nas mesmas condições em que nasceram, apenas se contentam em ver a luz, renegando assim a experiência da escuridão.
Evoluir, sentir, desenvolver o papel do “estar”,
Sentar-se a margem e conseguir ser tragada para o berço do indizível senhor tempo de si, nestas temporadas é quase que um suicídio aleatório.
O coletivo de buracos transversais que passeiam a olho nu para serem vistos como saídas de emergência.
Amnéris já dizia:
A maior tentação de quem viveu o “instante-ruptura-nunca-mais” é revelar o que encontrou. O que se quer é contar, narrar, descrever o que se deu a conhecer. E sempre há frustração porque não é possível narrar ou descrever o que foi vivido. Sabe-se que instante é indizível e, ainda assim, continuar-se-á pateticamente tentando contar o que foi vivido. Às vezes, ao se valer de imagens, de metáforas, de alegorias, figuras de linguagem, quase se é bem-sucedido. Assim, está-se obrigado a desenvolver a imaginação.
Então eu fico em silêncio....esperando o momento certo para soltar o verbo!
terça-feira, 13 de maio de 2008
... A TORRE...
Eu vejo os pedaços de carne espalhados pelo chão.
Os olhos estão perseguindo o passado que está sendo sentido no presente.
Estou indo longe demais, talvez minhas asas estejam cansadas, por isso racharam.
Um tempo encontra o outro, acontece o choque, eu queimo o papel de parede antigo,
Rabisco com meu sangue, toda a minha história, contando os fatos nas linhas da mão.
Não precisa ficar com medo, estou concentrada, penetrando o meu consciente,
Sendo movida pela intuição, mas com as bordas da imaginação encostadas na razão.
Minha cabeça parece que está pronta para explodir,
Meu peito está aberto, recebendo os corvos que voam em minha direção.
Estou brigando com o inimigo interior, e ele sabe quem eu sou, e eu desconheço suas certezas.
O livro negro foi aberto, e as silabas misturam-se entre si,
Os caminhos estão cruzados, Eros dança com o bobo da corte,
A rainha desce as escadas, e encontra suas feridas desenhadas em quadros por todo castelo.
A ilustração do bem e do mal, construídas com as tintas do sofrimento evolutivo.
Os degraus estão pegando fogo, e ela é imune, suas chamas interiores controlam sua fúria.
O relógio agrava o seu tempo, e agora não resta mais segundos, são milhares de tempos,
Possuindo o mesmo corpo, ascendendo as luzes na escuridão falsa, os pensamentos estão caindo, ela teme, algo vai acontecer e a discórdia sorri no final do túnel.
É um novo capitulo sendo escrito, e as ausências não serão mais supridas,
A solidão absoluta encontra –se petrificada, os raios entram e saem dos lábios abertos da saudade.
A insanidade é aceita, agora o feminino e o masculino caminham de mãos dadas,
A pele vai descolando do corpo, os ossos brilham como diamantes.
Acontece um “déjá vu” constante, o limite está sendo alterado,
As decisões alteradas, a considerações alienadas para o sul,
As construções conversam entre si,
É o fera sendo dominada pelo entendimento da felicidade que caminha por debaixo das veias.
O dragão abraça o corpo congelado agora, mas aparecem os outros sentidos,
E com suas tochas potentes, queimam o dragão feroz e ele volta para dentro da alma da rainha.
O mundo é engolido por duas serpentes, elas formam um anel, a serpente clara engole a escura serpente que geme de dor e que vê seus pesadelos, quando tenta pela ultima vez trocar de pele.
Wake Up!
quinta-feira, 8 de maio de 2008
....MISTERIO...
Já que fui separada de mim mesma por tanto tempo.
As ruas novamente estão desertas e eu continuo vendo sentido nesta ausência,
Não quero ir embora ,por me sentir tão indiferente quanto a minha solidão.
Porque, eu quebrei todas as cascas e o que vi foi totalmente assustador.
Vi milhares de máscaras machucando as faces de milhares de rostos inundados por lágrimas apelativas, querendo uma falsa demonstração de solidariedade.
Sou fria as vezes, mas isso não faz com que eu deixe de lado as montanhas que já escalei.
Agora não adianta tentar sair pela janela, já que cansamos de arrombar as portas do nosso pensamento,
Fechando os olhos, eu tenho a sensação de estar sobrevoando a minha identidade,
Resgatando lentamente o que me foi perdido nas condições do meu congelamento temporal.
É essa paisagem que eu sempre quis enxergar e fiquei presa a uma banheira ácida de ilusões.
Está ficando tudo estranho agora, sinto que estou perdendo a mim mesma,
Dizendo coisas que eu jamais tive vocação para dizer, e eu me sinto triste, e isso me torna criativa.
Isso não é tudo, eu procurei dentro de mim, todas razões para ficar dentro de um mundo só,
E acabei encontrando milhares de universos, cruzando a minha imaginação e descendo com velocidade chocando-se com o meu terreno.
A fantasia do amor, revestida por pureza, a fragilidade nos princípios, a modéstia intelectual, o resgate da finitude.
O medo do severo, inclinação as fábulas antigas, que contadas ao contrário, refletem a tragédia de Hamlet.
A contra – posição do acaso ao descaso do individuo preso ao presente, desvendando assim, a cor negra que habita o íntimo substancial.
O refúgio no falso bem, a moradia do mal instalado, penetrando no senso comum existencial.
O mergulho no fundo do abismo, a intimidade da necessidade, o escarro do individuo armado com suas mágoas frenéticas, montados em seus cavalos esqueletos amaldiçoados pelo tempo que, corre ao contrário do contexto histórico mal solucionado.
A correnteza das imensas quedas emotivas, despencando nas almas perdidas, que são lançadas ao calabouço da falsa riqueza infantil, guardadas pelos anjos celestiais com seus demônios estampados no peito.
O Final que não chega, o bastardo ascende suas ultimas velas e a escuridão se aproxima do castelo de areia, montagem celestial para quem não quer atravessar a ponte do eu nunca sozinho para o eu em si.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
...CIRCULOS INVISIVEIS...
Vamos as conexões Vivisticas!
Está rolando uma esquizofrenia!
Quando junto todas as sensações, rabisco alternados com força total que, vão brotando de uma coleção imensa de profundas interiorizações sensíveis. Arrumando as malas para uma nova jornada, o coração veste a roupa antiga do desespero despido de suas contradições amarguráveis. O incógnito busca o mistério do fundo da persistência existencial.
Andar em círculos, deixar rastros, viver aos avessos, ter mil construções arquitetadas pela vivência manchada pela transitoriedade da evolução cósmica que, interfere nesta minha pele, que nada tem de cordeiro e tão pouco de loba. A anfitriã toma o seu último gole de ansiedade, e vê tudo cair diante de seus olhos.
Não estou mais sufocando, estou tentando não cravar meus sonhos nesta superfície negra de ilusões assombrosas, aonde meus ossos tem a resistência insana, quase feitos de aço. Eu me despedaço mil vezes se assim for preciso e não vou renascer como fênix, vou voltar a trajetória que está lançada além do simples e tão pouco natural acaso.
Se liberdade for tudo isso que tenho consumido através do que me está sendo revelado, quero construir um novo modo de ter asas, mas que eu não fique somente presa ao deslumbre fanático de certezas apenas fantasiosas.
No final, não tem final, tudo é sempre um deslize mais do que humano, e não tem desculpas quando estamos na freqüência do particular para com outrem. Todos estão acompanhados, sim, tem suas meta-presenças, amigos, refúgios, escandalosos ápices de multidões que são extravagantes e tão pouco sutis, e eu? Estou rasgando as falas repetitivas por mim descritas, para conquistar a cegueira perfeita, não quero ver, quero escutar, só isso. Não quero ter mil ao meu lado, e entre mim e o mundo, um conquistador passeio entre milhares de chutes de asteróides que brotam do íntimo cantando a historicidade pequenez de um mortal contexto, rebaixado a excessivas sílabas, não quero um tumulto eu quero a paz. Do lado de dentro, sou eu, sim, quem vos escreve que, não persegue somente o mal e não inventa o desvio do bem, não vou mais deixar que a Viviane fuja!!!
Não quero ser grande, quero ser sempre um grão para poder passear por dentro de tudo, e poder ter a sensação de seguir esta vida, sem pretensões, com muita poesia, lagrimas, sorrisos, mas saber que a proteção que eu sempre pensei que vinha do mundo, mora em mim desde que, aprendi a ver o amanhã como fragmento do que me é sentido agora.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
...?...
O que você faz quando está só?
E vê que está perdendo todo sentido nas coisas que faz no seu cotidiano?
Então abrimos as portas, as antigas portas?
Ou fechamos as janelas, porque a claridade magoa, e trás de volta o passado?
Então procuramos dentro de nós mesmos, as coisas nas quais ainda acreditamos,
Porque não podemos resumir tudo em algo instável, as relações são cortantes.
Revirando as sensações, temos um arco e flechas, apontamos para nós mesmos,
Esperando nos apaixonar por aquilo que sempre quisemos, a liberdade.
Então talvez, e sempre talvez...
O eterno retorno de uma consideração sem afeição pessoal, porque andamos tão pouco subjetivos.
Existe algo que movimenta o que sentimos, mas os caminhos não querem se cruzar,
Quando percebemos que existem atalhos noturnos para nossa dor.
De novo a mesma chama no coração, é tão cruel quando vemos tudo gangrenar...
Uma hora nos cansamos das respostas e queremos somente as boas perguntas,
Neste acontecimento, nos apavoramos e acabamos por nos testar no escuro.
Então, não sabemos mais o que é real e o que um dia pensamos que existiu em nós.
Semeei tantas sementes, plantei também, o meu jardim secreto foi aberto,
Agora as arvores choram, os canteiros gemem, e a chuva não cai.
E qual a diferença de verdade ou mentira, quando nos sentimos abalados pela solidão?
Sinto como se um recuo de 360 graus, tivesse me levado para outra dimensão,
Meu corpo fica suspenso, e eu inalo o cheiro da saudade...
terça-feira, 29 de abril de 2008
...SOMBRA...
Afobados, com seus desejos tenebrosos porém sem coragem.
Covardes guardiões que, mantém as portas do coração abertas.
Não sobram das noites, duvidas,
Se tu dúvidas, não me sigas,
Sou voraz, como um cavalo selvagem.
Meu amor sanguinário, cheio de sentimentos esquecidos,
Jamais faz despedidas, sofre!!!
Carrego em mim, lágrimas sonolentas,
Sonhos prodígios e uma calma desesperada por acontecimentos.
O calor da fraqueza cotidiana, ferida pelas juras do amor perfeito, que foi por mim, desalmado.
Devoradora do sentido da ausência,
Charmosa melancolia, estadia maldita,
Bendita, se fosse uma castigável melodia de dor,
Não guardo meus desejos, costumo lutar sempre,
Por isso, estou sempre de luto.
Sentimental e condicional, nova forma de sensibilidade, conspiração individual insatisfatória,
Aos olhos dos que caminham com julgamentos cartesianos e imaturos.
Fui traída!
Mal saí de mim e já me enganei.
Sim, eu traí a mim mesma, quando me deitei com minha própria sombra, sem saber quem ali eu estava sendo...
segunda-feira, 28 de abril de 2008
...O ESTAR...
O céu está nu, e os meus olhos querem vesti-los com a cor da sua pele.
Eu posso ter perdido muitas coisas,
Mas não consigo deixar de reparar o quanto eu sinto que, ainda me resta algo em você.
É como se eu mesma, tivesse presa a uma peça do seu coração,
Somos tão diferentes, e voar é tão fácil com tudo isso, acabei errando tantas vezes.
Não costumo falar das coisas sem colocar uma pitada do prazer que, vem de tudo, que chega até minha felicidade, que sai de você.
Eu pegaria o ultimo trem, se isso lhe deixa-se feliz, mas eu não posso abrir mão de que eu poderia morrer de saudades.
Sou proibida de não dizer algo que não seja sobre a vida que, eu vi passar diante dos seus lábios, e cada segundo que eu deixei de estar aqui para caminhar dentro da sua leveza.
As cartas estão sobre a mesa, e hoje eu não tenho nada para te oferecer, você está longe cada vez mais.
Não tenho cartas nas mangas, elas estão todas espalhadas pelo chão do meu quarto.
Elas brilham, todas, são apaixonantes, uma por uma, se revelando conforme o meu silêncio.
Sou chorona, mas ultimamente sou sei rir da minha própria tragédia,
Eu vi alguém partir, mas a bagagem principal esqueceu em meu coração...
sexta-feira, 25 de abril de 2008
...PUNHOS...
A paisagem vem caminhando, longe do buraco.
Nada está tão certo, aquela pílula do controle não funciona quando nos questionamos.
Ninguém está a salvo, tente escapar, quando não tem mais sangue no corpo.
E não adianta odiar a vida, quando estamos tentando cicatrizar as feridas dos outros.
Falamos em versos, estamos dentro e fora, com ódio e amor,
Constrangidos pela demência da hipocrisia pouco subjetiva.
E eu digo, não adianta mais chorar, o poço está transbordando!
Estamos na beirada, e as veias parecem querer explodir, acidas meninas teimosas.
Algo está perdendo o sentido, algo está aos avessos,
Os punhos estão contraídos, severamente estão agredindo Deus e cuspindo no Diabo,
Estamos convidando a morte para dançar, rodeando a nossa triste solidão retardada pelo tempo.
Estamos caminhando para a guerra do escuro, conformados com as fatalidades,
Concedendo os pecados, deleites de grandes conversas com a melancolia.
A aliança com a dignidade é ainda a única coisa que resta,
Mas não precisamos abraçar a saudade de sentir saudade do que é paz.
Esta é a catástrofe, a decadência que quer nos libertar dos nossos corpos.
Quem não se lembra de tudo isso?
Eu tenho recordações ruins, e agora só quero a vida não seja mais uma prisão.
Todo sofrimento derramado no ventre dos sentimentos aprisionados,
Fazem suas ressalvas, o céu já está suspenso, e as sombras estão indo para casa.
Alguém pode ouvir, eu choro, eu ouço, acredito, modifico.
Não é preciso construir um muro, agora as passagens são verticais,
E eu posso sentir que não preciso desistir de respirar todo santo dia.
Verbalizando uma entrada em mundo construído com dor, tenho amor para transformar.
Os olhos, sem as vendas, estão abertos e restaurados...
Eu já rastejei e sangrei o suficiente para ter morrido tantas vezes,
Não é preciso que ninguém me resgate, eu me protejo, para sempre...
O monstro do sempre eterno nunca mais, para e faz suas reclamações,
E não estou cansada de estar casada comigo mesma, como a anos atrás,
Sem refúgios, sem portas de escape, sem a frieza que me dominava.
Soltando-me levemente, da historia nunca contada, a vida narrada,com seus segredos,
Estou rasurando a tragédia, o relógio não vai parar, e ninguém precisa correr.
Não preciso de outras sessões de vivencias que me entristecem,
Não quero celebrar a dor, nem amassar as verdades, para alguém chorar.
Hoje eu viro as páginas, sem danificar quem dorme do lado de dentro.
O circo está aberto, e as celas estão destrancadas, as misérias mal formuladas, estão livres.
As vezes eu falei que estava sentido que, alguém podia me arrancar a pele e me destruir,
E isso nunca aconteceu, porque eu estava querendo ter um coração feito de aço,
Em um corpo sensível e cheio de sentimentos avassaladores,
Me reconstruir! As grades foram arrancadas,o paraíso revelado,
A alma vai ser velada, para olhos que não tiverem medo de compreender,
O eu revelado!!!!
Sou eu, dentro, sou eu, fora,
Sou eu!
Ordenando a própria vida, criando a nova identidade!!!
quinta-feira, 24 de abril de 2008
...SUBSTANCIAL...
Hoje eu não tenho uma reclamação, só quero sussurrar em seus ouvidos,
As coisas que eu mais desejo de você, e acredite são sinceras.
Quero tomar seu corpo, fazer planos riscando sua pele com meus dedos.
Feche todas as janelas, e tranque as portas, porque hoje você corre o risco de voar.
Posso ser sua verdadeira companhia se você abrir sua mente para mim,
E dizer o que quer agora, através dos olhares.
Não precisa dizer muita coisa, só me abrace e sinta o pulsar do meu coração.
Tenho uma boa disposição quando eu quero enlouquecer alguém,
Com algo que eu realmente gosto de fazer, e você sabe.
Sinta-se confortável, se não quiser a cama, apóie seu prazer junto comigo na parede.
Fique leve, porque eu quero sentir a sua tristeza se transformar em gemidos,
Fique nua, eu devoro seus sentidos enquanto você se despede dos seus medos.
Não precisa ser rápido demais, é somente questão de você querer queimar suas mágoas.
Adoro sentir suas mãos passeando nas minhas costas e agarrando os meus sentimentos,
Não fique distante, eu trago o seu alivio pelo beijo mais suave, e você me instiga a ser voraz, saciando assim a sua fome e eu bebo sua saliva suprindo a minha sede.
Ora ora,não consegue ficar de pé, então sente-se,
Hoje eu não conto como foi meu dia, eu apenas quero transformar a sua noite.
Cada gota que derramamos de suor, vai contraindo a ansiedade de ver o mundo parar,
Anestesiando assim nossos corpos, pois as vezes temos ficado tão cansadas sem nos libertarmos.
Se a minha suavidade vir a te incomodar, acorrente-me com seu poder de persuasão,
Eu te deixo sem ar, e você me ensina como eu atuo com sua malicia sexual.
Feche os olhos, eu cuido daqui de cima da sua segurança, apenas afrouxe seu cinto,
É em meus braços que você vai se sentir sem medo do que pode oferecer a si mesma.
Use seus adjetivos preferidos, eu saboreio sua inteligência e consumo o seu álibi de boa garota.
Quando tudo termina, eu vejo seu corpo revelado pela noite,
E na escuridão você vai saber, que eu não posso ir tão longe se você não quiser...
quarta-feira, 23 de abril de 2008
...VISÃO...
Muitos experimentaram a minha companhia, poucos sabem que eu nunca estive ali. Pelo meu “tipo” de visão do mundo, sou condenada por ter como aliada à escuridão e a tenebrosa imaginação, mas digo, meus caros, que essas duas que me acompanham, conseguem tirar de mim o áspero e rude sentido da dor e me transformam em uma viajante noturna.
Quem passa algum tempo comigo, sabe, só vou até aonde meu corpo sustenta a pressão, depois disso eu entro no meu mundo, e me livro dos julgamentos da razão.
Muitos me apunhalaram pelas costas, bem poucos virão escorrer o sangue que purifica-me de sentir ódio pela arrogância e ignorância dos mesmos.
Já me chamaram de atéia e cética, mas a minha fé nunca conseguiram extrair da minha alma, pois, não explico o que é Ele, ou o que Ele faz, apenas sinto, e sei que Ele existe.
Cheia de rancor, sim, também tenho o meu lado “negro”, mas ele costuma brincar de esconde-esconde, as vezes não consigo encontrá-lo por anos, é como se ele estivesse adormecido em seu esconderijo.
Acredito em amor puro, e neste aspecto sou mais fiel do que nos outros passos que dou. Penso que a felicidade é uma moça bonita que apenas se apresenta quando a pessoa é digna da sua presença.
Não sou boa em poesia, alguns dizem, ironia na sua vida é a sua principal realidade para o meu tipo de escrita.
Sou uma tela, sendo pintada por uma pintora que ama o mundo, com suas milhares de cores, as vezes a mesma erra, apaga um lado da mente e recomeça o seu trabalho.
Não costumo esquecer da esperança , depois que enxugo as gotas das tempestades alucinantes, que me congelam por horas.
Não sei para que escrevo, e o porque destas frases todas, não tento traduzir o “sentido”, pois quando o faço, vejo o fracasso nos meus traços e perco os passos da minha imaginação. Quando tento passar para o racional algo intimo – sensível, ele se transforma em desprezível...
Romântica, dolorida, com seus calos salientes, docemente sem certezas, o amor traz a luz que o mundo visível tenta me tirar...
quinta-feira, 17 de abril de 2008
...PEDAÇOS...
Sua dor estava saliente, por isso, sua alma entrelaçou-se com o medo.
A trança da insanidade, que amarrava o seu coração, fez ela sangrar,
Ameaçou seus segredos já tão gastos e inertes.
Trancou-se em si mesma, doce solidão que lhe fazia falta.
Atraiu sua tristeza para o vazio,
Acalmando assim a sua tempestade.
Amargamente sorriu e chorou,
Recolhendo seus pedaços do chão.
Beijou sua saudade e, a viu partir saltitante.
Seu pensamento tocava o solo novamente, era suave e gentil.
Ajustou os ponteiros, desamarrou a desordem.
Emitia um som dramático, chamando a chuva, e a mesma caiu sobre o seu corpo.
Com um olhar inocente, viu cair sua última lágrima.
Assoprou o nevoeiro, resolvendo assim, mas uma vez tentar arrancar a falsa pele.
Já que ela doía demais.
Não quer lembrar do que não acredita, isso pune, mas não reflete em sua sanidade.
Rabiscou suas linhas tortas,
Desarmando assim, o pecado,
Uniu-se a própria natureza boa.
Abriu sua velha estrada, aliviou-se das bagagens que traziam ardor e cansaço.
Os cacos estavam unidos, formando assim um novo caminho leal.
Não adianta quebrar o próprio peito, quando não se pode enxergar, quem se pode vir –a –ser.
Demoliu suas paredes verdes,
Teve uma visão educada do que havia rompido, quando negou sua própria vontade,
Em pró de uma ilusão cheia de sentimentos de fúria contornados por fios cheios de espinhos.
Agora era preciso não ser tão boa, é preciso ser ela mesma.
Abraçou sua generosidade e tornou-se dona de si,
Caiu de seu mundo imaginário e tocou o chão substancial, depois de um salto desesperado...
quarta-feira, 16 de abril de 2008
...A TRISTEZA E A RAZÃO...
Conduza seus pequenos olhos ingênuos à escuridão.
Não temas, tu sabes, não precisas, de tal ato.
Conhece cada palmo de si, ai dentro, para fora de tudo.
Solidão, tu és profunda e profana,
Insana, arde em tua alma e clama:
- Ventos noturnos, me abracem!!!!
Razão, moinhos de ventos desgovernados,
Com seus vícios asquerosos e melodramáticos.
Anuncia a satisfação da claridade infinita do bem estar:
-Hoje não tem calmaria.
A velha rotina, desgraçada que queima meus ossos, me arde o peito.
Entrevistei a felicidade!
Nada entendi, o belo perpetua o fracasso.
Ora, ora, tristeza, abra as cortinas da sua experiência,
A brisa da primavera anuncia:
- O medo é conseqüência do que foi atravessado com dor.
Isso tudo é urgente, então tu que não permaneças ausente, faça felizmente,
Aparecer o sol novamente, não seja demente.
Das pálidas faces que tumultuam seu corpo,
Abrem as portas e fecham os seus sorrisos, ricos em fantasias,
Desnudos de maldade, sonhados por uma navegante afobada por escolhas.
Abençoadas linhas que crio, me pertencem, sou!
Quem teme um rastro meu, por aqui, corre quando mergulha nas minhas palavras de sensação.
E eu não esquivo, não tem nenhum resquício do que é a intencionalidade.
Muitos neste mundo amam, outros morrem aflitos dançando descalços a valsa tocada pela vaidade.
Não transborde, quando não podes tu, suportar a ira de si mesmo.
Esvazie, antes que crie algo que denuncie a sua fraqueza,
E minha alteza, rebeldia, quem diria, é fanática pela minha hipocrisia,
E logo, denuncia:
- Está tão doce, e ao mesmo tempo não sabe o gosto suave de ser amarga.
Deslize...
Cicatrizes abertas, seminuas, desfilando pelos desfiladeiros da intensa sobriedade...
Nem só amante sou, corro para os abraços da memória gentil,
Que não me causa náusea, e sim uma ansiedade sem princípios.
Nesta hora, puxo os balões e transporto-me para perto de quem me faz bem.
Não ando de costas, você pode estar a mil passos, eu sou o espírito,
Que carrega sutilmente a sua alma no peito...
(Viviane Gonçalves)
quarta-feira, 9 de abril de 2008
...SINDROME CINZA...
Contando até dez...
Uma doença sem controle, uma rima imperfeita em contraste com um paraíso.
Megalomaníaca, disparada de sol, no dia de inverno!
Convulsão, impulso de energia, a cidade está em chamas,
Chamem seus espíritos interiores, fale com seus desconhecidos,
Ouça que algumas coisas precisam ser avaliadas,
Abaixe sua cabeça, o chão está rachando,
A realidade é louca, e a visão da neblina está distorcida.
Não diga que não gosta, eu estive muito tempo sozinha, passeando pela solidão.
Atirando pedras dentro de um abismo terrível, cheio de idéias que queriam me devorar.
É difícil compreender, então não entenda, fixe-se nas coisas materializadas,
A mágica mal feita, o mundo aos avessos, o nosso corpo e seus atarefados criando a ilusão do cotidiano.
A censura desmontada,com seus planos cartesianos mal degustados.
Falta educação, então empurre a alavanca dos olhos, veja, agora estamos sendo inoportunos.
Nos dedicando a coisas tão mesquinhas, enquanto sangramos por dentro,
Abortando as conseqüências de uma época que fabrica nevoeiros nervosos.
Os lábios já não falam, eles querem apenas a agressão visual para serem selvagens.
Bem vindos ao clube!
Agora o texto anda...
Não quero provar nada, nem traduzir o grande jogo da vida, porque eu também estou queimando, e no meio desta confusão eu coloco todo mundo dentro de um circo, esperando o show começar.
O palhaço faltou, então alguém grita: eu posso ser o palhaço?
É um grande desastre, as grades vão aparecendo por todos os lados,
E eu não preciso ficar presa aos deslizes mentirosos que nascem do medo do silêncio.
Não vou protestar, como tudo bem devagar, como se pudesse expelir depois todo mal que fiz, a mim mesma, quando pensei que poderia trocar de corpo, assumindo minha “estranheza”.
O conto é acido, a cicatriz, faz chorar, vibra, canta, desanda, faz quem ama, odiar a própria natureza que foge do instinto anormal.
Quem acorda do mundo racional, nunca mais quer dormir...
Flashes por todos lados, um turbilhão de cores, e não preciso mais pedir ajuda,
Eu estou sozinha, e aceito a condição, que nasci e morrerei de olhos abertos.
Prefiro respirar, decidir sem esperar que o destino me traga presentes,
Negatividade, ponto de positividade, substancia que motiva a criação do sono profundo,
E eu dou adeus a uma vida que, não suporta a minha cura intensiva,
Trazendo para o agora, os pedaços de ontem, para reformular minha visão,
Sobre o que é estar mantendo vivo um sentimento próspero de sabedoria fundamental,
Que me diferencia dos amargos e me afasta do banal racional.
...CONSTRUÇÃO...
A poesia, para quem não tem um abraço,
A razão, para quem teme em perder o coração,
O circo, para os que choram,
O álcool, para quem quer a alma pegando fogo...
Não tenho mais medo da solidão, tenho trabalhado fielmente esta união,
As vezes, sinto pressa de um colo, outras, deixo que minhas cobertas me aqueçam.
Tudo tem sido suficiente para arrancar de mim um sorriso sincero,
Mas não temo em chorar, quando me encontro sozinha com meus pensamentos.
Estupidez ou não, já aprendi a sentir o aroma da angústia, e a partir disso,
Libertar os meus espíritos tristonhos, mandando eles para uma viagem astral.
As tempestades ultimamente causam náusea para minha existência,
O trabalho ardo do reconhecer o meu íntimo, tem se tornado minha paixão.
Estou só, com minhas lembranças, sem tragédias, sem lamentações,
Não é uma condição, não faz parte de uma escolha, simplesmente é, está sendo,
Desenhando em mim, mais um caminho a ser traçado com amor.
Me falta companhia, confesso, são tão poucos os que estão comigo,
E não procuro uma razão para não estar só, estou só, indo além da ação.
Deslizando em mim, um rio de emoção, criação de uma nova personalidade,
Um vão entre o mistério e o mundo da sensação, tentar explicar isso tudo,
Seria destruir o sentido e afastar a verdade do meu coração.
terça-feira, 8 de abril de 2008
...APOCALIPSE...
Aceitei também que, nem tudo que escrevo tenho acesso à fonte,
E que, a vida que passa diante dos meus olhos, é uma grande página em movimento.
Esbarrar no cotidiano, expandir os pedaços de ontem, com os de eu estou sendo agora.
Das caricias sentimentais, as fábulas internas, tão pouco casuais.
Dos segredos mais flamejantes, retirar o néctar da sabedoria, nunca suprema.
O gosto do verdadeiro, a melancolia que, é fruto do pensamento abstrato,
Passageiros horizontes, meninos dos olhos azuis, que, as vezes tornam-se cinzas.
A vida é pulsante, constante, não cortante, e se isso não for o bastante,
Retiro-me da sala de espera do paraíso, e vou mais adiante,
Aonde eu possa amar de todo coração de tudo em um sentimento, e viver sem ter medo dos
mistérios da natureza...
Que tanto inspira a minha alma, na tentativa de descrever os instantes que intensifico,
Na estando das memórias, insônia, tristonha, medonha tristeza, que não me torna fraca,
Ela destaca a minha felicidade, realidade de mil picadinhos de sonhos,
Sutil, as vezes tonta, apronta, não me desaponta, imaginação fértil, estado febril.
Gentil!
Correr pelas bordas da lua, atentar a maldade com minha simplicidade,
As ruas de ponta cabeça, derrubando as pessoas na minha vida....
Despejando seus desejos, acolhendo a minha companhia,
Tão poucos dormem sob o meu teto existencial,
Outros, a minha consciência abomina.
Não me desanima, faço rima com a pouca falta de adrenalina nas veias dos asquerosos,
Homens que não se surpreendem com a nostalgia desta vida e suas entre - linhas...